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A história por traz de Lambuja!

Publicado originalmente na edição número 42 da revista Photoshop Creative.

Pedro Henrique, mais conhecido no meio digital como Lambuja, é daqueles artistas que prezam pelo hiper-realismo em suas ilustrações, porém, sempre deixam um rastro de estilização.

Assim como muitos profissionais, já rodou pela publicidade e design, passando por vários setores até descobrir sua vocação definitiva para a ilustração. Atualmente, é bem conhecido por suas artes eróticas e cheias de personalidade, mas atua também como ilustrador profissional para a grande mídia digital.

Conheça um pouco mais deste artista, que se define como um “ilustrador em formação e marinheiro condecorado. Amante psicótico e profundo conhecedor de moluscos de jardim. Ladrão de isqueiros confesso.”

Quando você se convenceu de que era, de fato, um ilustrador profissional? Seu início de carreira foi muito difícil?

 

Na verdade eu só virei “ilustrador profissional” há dois anos, quando entrei para equipe de infografia do IG. Antes disso, trabalhei como decorador de festa (risos), animador 2D, webmaster (termo que nem deve existir mais), arte finalizador de vídeos corporativos e com mídia de ponto de venda. A vida sempre me empurrou pra isso porque sempre foi o que sei fazer melhor, mas tudo foi por um acaso.

Em seu portfólio há muitas ilustrações eróticas. Você quer se especializar neste nicho?

 

Não sei se posso dizer isso. A questão é que sempre gostei de desenhar mulher pelada e sacanagem, mas gostaria muito de ser reconhecido no mercado por conta das minhas ilustrações eróticas, sim, de ser procurado para trabalhos deste nicho. Acho que isso pode estar acontecendo neste momento.

E como o mercado editorial têm visto seus trabalhos eróticos?

Não sei, melhor perguntar pra ele [risos]. Mas acredito que exista um mercado latente e que a coisa vá crescer. O mundo está mais careta do que nunca, mas existem muitas revistas em que a temática sexual é o carro-chefe. E quando é assim, um desenho pode funcionar muito melhor do que uma foto para ilustrar uma matéria. Fica mais elegante, e os personagens envolvidos não precisam mostrar a cara.

Você faz diversos trabalhos para a banda Tokyo Savannah. O rock ‘n’ roll influencia seu estilo? Que tipo de música te inspira?

Rock ‘n’ roll, sem dúvida. Eu sempre quis fazer trabalhos pra bandas, mas nunca tinha me deparado com tão boa oportunidade até conhecer os caras do Savannah, rock ‘n’ roll sincero. Gosto muito do som e da estética da coisa toda. Tenho liberdade criativa e a total confiança deles.

Você tem algum trabalho favorito? Por quê?

O meu último, do pai do Popeye, simplesmente porque é o ultimo que fiz e o personagem é demais. Gosto de coisas que tenham a ver com o mar. E tem a capa do disco do Tokyo Savannah, que é o meu desenho que mais rodou o mundo e tem uma força que eu não sei dizer de onde veio.

Há algum artista que continua te inspirando?

Eu sempre tento montar listas desse tipo, mas é muito difícil. A cada semana descubro uma porção de novos nomes e trabalhos inspiradores. Hoje eu diria o Esao Andrews, o Shiko (derbyblue), Mathiole – de BH –, o Echepare – de Porto Alegre –, e o Will Murai, que trabalha comigo aqui no IG, que pude observar, e de tão generoso, me rendeu um baita upgrade no meu trabalho.

Dicas para futuros ilustradores

  • Parece óbvio, mas antes de ser um bom ilustrador, você tem que ser um bom desenhista.
  • Não viaje nessa história de “Enfant Terrible”. Pense que a cada dia você vai aprender um pouco mais e que o teu apogeu tem que se dar quando você for um sujeito maduro. Grande coisa ser um ás do Photoshop sem nada pra dizer.
  • Estude design pra exercitar o bom gosto (ou seja feliz sendo cafona, como eu).
  • Tenha um bom número de brushes para texturizações e aprenda a criar novos de acordo com a necessidade.
  • Sempre trabalhe com o arquivo grande, o maior possível, pra poder trabalhar com folga nos detalhes e para que renda um bom print.
  • Aprenda a usar SmartObjects.
  • Estude iluminação, a física toda, os preceitos da fotografia. Mesmo se for pra subverter tudo.
  • Tenha sempre um bom inimigo por perto pra te fazer críticas destruidoras e sinceras.
  • Tenha sempre um bom amigo por perto pra te fazer críticas construtivas e sinceras.
  • Acredite no rock ‘n’ roll e tenha bom-senso.

Muita gente se preocupa com a calibração do monitor para obter cores consistentes. Mas não se esqueça da enorme influência da iluminação e dos objetos ao seu redor. Por Mario Amaya

A percepção das cores é uma informação processada por nossos olhos e cérebros, que não corresponde diretamente à cor física dos objetos no mundo real, e sim à interação entre o conteúdo espectral da luz que chega a eles e a sua tendência intrínseca de refletir mais algumas porções do espectro que outras. Por exemplo, sob a iluminação noturna de rua de lâmpada de sódio, um objeto azul parece preto, pois essa luz não contém quase nenhuma radiação azul. Mas um objeto amarelo sob a mesma luz parece ser quase tão brilhante quanto um branco, já que essa luz é rica em radiação amarela.

Essa capacidade de a iluminação alterar a percepção de cor do objeto é bem conhecida e usada na fotografia: luz quente para suavizar feições do rosto, luz fria para dar um clima noturno e assim por diante.

Por seu lado, o monitor de vídeo é um aparelho engenhosamente concebido para construir imagens obedecendo ao mesmo princípio pelo qual a informação visual das cores é decodificada e analisada pelos nossos olhos. Isso é o que permite representar uma enorme variedade de cores gerando e misturando apenas três luzes coloridas: vermelha, verde e azul.

Um monitor dentro de uma sala com uma lâmpada elétrica é uma situação na qual nossa percepção das cores pode entrar em conflito. Tanto o monitor quanto a lâmpada são fontes de luz independentes, com características espectrais próprias. Quando precisamos avaliar com precisão as cores dos objetos representados na tela e compará-las com as provas impressas, a coisa pode se complicar. Precisamos calibrar o monitor, mas também precisamos ajustar a iluminação ao redor dele.

Imagine que a sua sala de trabalho é iluminada por luzes incandescentes tradicionais, com filamento de tungstênio. Elas produzem uma temperatura de cor baixa (em torno de 3000 K), com forte ênfase para o vermelho e o laranja e fraca reprodução do azul e do violeta. Um monitor normalmente é calibrado de fábrica para uma temperatura de cor de 6500 K, que é mais ou menos correspondente à luz do dia, com uma ligeira tendência ao azulado. O que acontece ao colocar o monitor nesse ambiente? A imagem dele parece extremamente azulada, e fica impossível comparar a olho qualquer imagem na tela com a prova impressa da mesma imagem.

Suponha agora que você transporte o monitor para uma sala com lâmpadas fluorescentes com a mesma temperatura de cor do monitor. As cores na tela parecerão magicamente corretas.

Se for usar o monitor na primeira sala, ele precisará receber uma calibração diferente da usada na segunda sala, a fim de ser sempre condizente com as lâmpadas usadas. Aí sim, será possível identificar as cores na tela com as da prova impressa.


O fotógrafo Marcos Kim em seu estúdio digital em São Paulo, onde praticamente todos os objetos e superfícies são em cores cinzas neutras e os vários tipos de monitores são rigorosamente calibrados com colorímetro.

Melhorando o ambiente

A cor da superfície da tela com o monitor desligado corresponde ao tom mais escuro que ele pode exibir, ou seja, o preto da imagem. Os reflexos da luz ambiente “pintam” a tela e tornam o preto um pouco mais claro, encolhendo a gama de contraste. Isso é especialmente importante no caso dos monitores LCD, que já não têm uma gama de contraste tão extensa.

A necessidade de otimizar a visualização do seu monitor impõe uma série de limitações e exigências à configuração do ambiente:

• Paredes, cortinas e luminárias coloridas? Não pode.

• Janelas atrás ou à frente do monitor, de forma nenhuma! Nas laterais, só se forem distantes e atenuadas por cortinas de cor neutra, ou simplesmente fechadas.

• Luzes de teto e paredes claras situadas atrás de você, de frente para a tela, vão causar problemas. Toda essa região deve ser escura. E você também: vista uma camisa escura.

• A iluminação da sala deve ser suave, fraca. O ideal mesmo é trabalhar na penumbra. Não ilumine o estúdio com luzes fortes, como se fosse um escritório tradicional. O estúdio digital é o contrário do escritório de papel: nele não desejamos a interferência da luz.

• O teto deve ser branco, e se possível a luz de teto deve ser indireta (refletida no teto).

• As paredes devem ser pintadas de cinza neutro ou branco. Nada de creme, areia, azul, verde…

• Se o seu monitor não possui parassol, construa um para uso permanente. Use como matéria-prima papelão corrugado de embalagem ou lâminas plásticas. Pinte-o de preto fosco. Grude-o ao monitor com tiras de Velcro. Aqui tem um gabarito para a construção de um parassol.

Não é para ser um espelho

O problema do reflexo em monitores agravou-se com a adoção em massa pela indústria de informática dos monitores glossy (polidos) para produtos de consumo. Eles realmente permitem obter um preto mais escuro e, com isso, proporcionam um contraste de imagem maior. (Além disso, os mais cínicos podem observar que as superfícies lisas e espelhadas ficam mais bonitas no showroom da loja, embora sejam terríveis para manter livres de marcas de dedos.)

Os reflexos espelhados da tela podem ser um pesadelo para quem pretende usar um desses monitores de consumo em trabalho fotográfico sério – e simplesmente não resta alternativa melhor para muitas pessoas, como quem trabalha com notebook ou quem simplesmente não está no momento ideal para investir muito dinheiro num monitor premium. O fato é que os reflexos distraem muito e perturbam a percepção de tons e cores.

No meu estúdio doméstico, só consegui resolver o problema dos reflexos no monitor tomando três providências:

• Escurecendo a parede de trás (instalando uma estante cinzenta povoada de objetos neutros).

• Regulando cuidadosamente a abertura da janela lateral, que deixa entrar a luz do dia. (Os puristas insistem que o estúdio de imagem digital não pode ter nenhuma janela, mas quem aguenta viver assim?)

• Usando iluminação de piso e não de teto. As lâmpadas são fluorescentes compridas e finas, do tipo que se embute em vitrines de lojas e aquários. A luz indireta e suave, dirigida de baixo para cima, não chega a interferir com o monitor e ao mesmo tempo produz visibilidade suficiente para os objetos na sala.

• A temperatura de cor usada é consistente entre todos os equipamentos: 6500K.

Dê uma força ao seu computador

Por que o Photoshop tem o xadrez de transparência e o fundo da janela em cinza? Por que o Elements, o Bridge e o Lightroom são inteiramente em cinza escuro?

Porque o julgamento das cores pode ser afetado também pelos objetos dentro da tela do computador. Nada mais natural: durante a edição de imagem, os objetos virtuais na tela estão ainda mais dentro do seu campo de visão que os objetos reais.

As dicas a seguir podem parecer beirando a paranoia, mas são realmente úteis:

• Se usa Mac, vá às Preferências do Sistema e escolha como fundo de tela (Mesa) o cinza escuro que está entre as cores sólidas. A seguir, vá ao painel Aparência e escolha o visual Graphite, que elimina as cores vivas dos controles de janelas (botões, barras de rolagem etc.).

• O Windows como vem de fábrica é muito mais colorido que o Mac OS, e isso acaba atrapalhando mais. Se usa Windows XP, escolha o tema padrão clássico, que é totalmente cinza, em vez do berrante tema azul. Se usa Windows VIsta ou 7, o visual Aero também pode ser deixado cinza. Para isso, abra o painel Personalizar e escolha o tema condizente.

• Se no Lightroom e Bridge você usar o esquema visual mais escuro, irá enxergar melhor os tons escuros das suas imagens. Se na apresentação final elas estiverem rodeadas por fundos claros, parecerão mais escuras. Isso é um ponto a considerar ao editar imagens para websites, por exemplo.

 

 

 

Fonte: http://www.photoshopcreative.com.br

Conheça um pouquinho do autor do livro “A Photographer’s Handbook”!

 

Publicado originalmente na edição número 32 da revista Photoshop Creative.

Perguntamos a Steve Laskevitch: “Como o Lightroom e o Photoshop permitem um processo de trabalho e ciente?”

O Lightroom é como ter um quarto escuro e um bibliotecário de imagens sempre à disposição. Com ele, gerencio todas as minhas imagens, foco minha atenção em algumas e ainda as exporto sozinhas ou em grupo. Mas existem momentos em que precisamos de ajustes mais específicos, por melhor que a foto seja. Ainda precisarei muito do poder do Photoshop.
“Como passo a maior parte de meu tempo na pós-produção de fotos no Lightroom, eu o uso para enviar imagens ao Photoshop com um simples clique direito, escolhendo Edit In > Open as Smart Object in Photoshop  (para manter a capacidade de edição da camada). Gosto também das opções para panoramas, do HDR e uso suas camadas quando desejo fazer uma composição criativa no Photoshop. O Lightroom também gerencia a peça  nal quando salvo o trabalho, facilitando muito minha vida!”

Steve Laskevitch é autor de Photoshop CS5 e
Lightroom 3: A Photographer’s Handbook
www.rockynook.com ISBN: 978-1-933952-67

Está pensando em trabalhar em casa? A fama, a fortuna e a liberdade podem estar à sua espera. Vamos revelar as dez maiores regras para o sucesso como freelancer…

Publicado originalmente na edição número 32 da revista Photoshop Creative.

Freelance. A palavra desperta uma enorme intriga naqueles que estão presos a um emprego das nove às seis e que se perguntam incessantemente se escolheram o caminho certo para suas carreiras. Mas o trabalho como freelancer, por mais que soe divertido e libertador, não é nenhum mar de rosas e não deve ser adotado sem muita consideração. Além de demonstrar um estilo único ou um talento artístico impressionante, para ter sucesso como freelancers os designers também devem ter uma grande coleção de habilidades pessoais. Os freelancers devem ser motivados, disciplinados, confiantes nos contatos tanto pessoais quanto online, possuir habilidades supremas de gerenciamento de tempo e rigorosos na hora de conferir a legalidade dos contratos e controlar suas contas. Neste artigo, mostraremos as dez regras de ouro que os profissionais criativos independentes devem obedecer para ter sucesso, ajudando você a se tornar um rei do trabalho freelance, e não um bobo da corte.

01 ENTENDA os CONTRATOS

Mike Harrison
www.destill.net

“Comecei a trabalhar como freelancer quando voltei de viagem porque não queria perder aquela sensação de liberdade. Trabalhei para enormes organizações, como a Nike, por isso entender o que assino é fundamental para meu negócio. Entender contratos é provavelmente o primeiro passo mais importante quando você se torna um freelancer. Se você não usar um contrato ou não ler com atenção o que for enviado pelo cliente, pode encontrar situações desagradáveis no futuro se, por exemplo, quiser expor ou publicar seu trabalho ou na hora de ser pago corretamente e no prazo.

“Parece demorado e chato ler cada coisinha de um contrato, mas é uma boa prática e vai beneficiá-lo no longo prazo. Se não entender alguma seção específica, procure por sites que possam explicar todos os termos e condições listados. Se ainda estiver com dúvidas, busque conselhos de um profissional, um colega ou marque uma hora em uma organização de aconselhamento jurídico que possa dar orientações mais claras. Além de entender os contratos, você também deve arquivá-los digitalmente e em papel. Trata-se de uma tarefa sem graça e aborrecedora, mas estamos falando de seu trabalho e de seu ganha-pão e isso precisa ser feito. Invista em um arquivo ou uma caixa de organizadora e faça uma pasta específica em seu computador para guardar todos os documentos legais para poder localizá-los rapidamente quando precisar.”

“Criei a capa da 12ª edição de Ed, um livro sobre tudo o que é papel, impressão e design. O conceito era simples e eficaz; recebi a imagem de um homem em um cômodo em branco e era como se ele tivesse pintado todas as palavras e objetos.”

02 COMO FAZER E MANTER CLIENTES

Jonathan Wong
www.artofwong.com“Uma rede de relacionamentos é parte vital do sucesso de um designer freelancer. O talento vence apenas metade da batalha, em minha opinião. A criação de um web site com um portfólio deve ser a primeira iniciativa. Em seguida, um freelancer precisa se vender com uma presença online, usando as ferramentas oferecidas pela internet. Esses canais podem ser usados de inúmeros jeitos: para postar atualizações sobre seus trabalhos atuais; informar sobre novidades em seus sites; ou basicamente para mostrar que você ainda está no mercado. Permaneça ativo, mesmo quando não estiver com muito trabalho, para mostrar aos clientes em potencial que você está disponível.

“Depois de ganhar um cliente, é muito importante mantê-lo. Seja cortês e amigável, sem deixar de ser profissional, durante a jornada de um projeto. Uma vez que um projeto tenha sido iniciado, informe ao cliente sobre o andamento do serviço e sempre obedeça os prazos; se não for capaz de fazer isso, é você quem sairá prejudicado. Mantenha contato com o cliente mesmo após o projeto, enviando-lhe notícias de vez em quando (mas não em excesso) sobre qualquer novo trabalho ou projetos. Também é importantíssimo manter a relação profissional em todos os momentos. Seu cliente pode ser um conhecido, mas não um amigo. Se o relacionamento ficar demasiado informal, será bem mais difícil tomar grandes decisões e apontar problemas.”

“’Milk it for all it’s worth’ é a expressão criativa da campanha Milk in Action, uma empreitada colaborativa entre o National Dairy Council (NDC), na República da Irlanda, o Dairy Council (Inglaterra e País de Gales) e o Dairy Council (Irlanda do Norte).”

“Trabalhei com a Cawley Nea TBWA neste projeto, criando uma série de ilustrações para publicações, caixas de leite e sites de toda a República da Irlanda e do Reino Unido”

03 CONSTRUA UM PORTFÓLIO FORTE

Neil Duerden
www.neilduerden.co.uk

Advanced Photoshop: Qual o passo mais importante para se tornar um freelancer?

Neil Duerden: Construir um portfólio forte. Essa é uma parte importante de ser freelancer – é preciso fazer ver seu trabalho e estar presente no reino digital. É bastante difícil ter uma boa presença se seu trabalho não for bem apresentado, já que as pessoas vão julgá-lo por suas criações e seu estilo. Por isso, mostre apenas seus trabalhos mais recentes e melhores.

Advanced Photoshop: O que os freelancers devem levar em conta ao criar um portfólio?

Neil Duerden: Para garantir seu próximo cliente é preciso que o portfólio seja corretamente direcionado. Decida qual seu estilo, para quem quer trabalhar e, o mais importante, quem você é. Por exemplo, você é um criador de imagens, tipógrafo, designer, artista digital etc.? Não tente ser tudo para todo mundo, pois você acaba diluindo suas habilidades e sendo superado pelos “especialistas” de cada área. Você pode ter certa liberdade dentro um dado campo, mas tentar se vender como sendo bom em todos enfraquecerá sua posição no mercado.

Advanced Photoshop: Como devemos apresentar um portfólio?

Neil Duerden: Além de um portfólio online, é bacana fazer versões impressas de seus melhores trabalhos recentes e colocá-las em uma bela pasta de couro. Atualmente, tenho oito em circulação; eles são ótimos para mostrar o que posso fazer, mas preciso ter o controle de onde estão.

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“Cada projeto que completo traz novos desafios à mesa, que devem ser absorvidos em meu estilo.
O truque é fazer algo que funcione para a marca em nível comercial. Isso significa transmitir a mensagem daquela peça, mas também os ideais e aspirações da própria marca”

04 PREPARE UM ESPAÇO DE TRABALHO LIVRE DE DISTRAÇÕES

Alexander Otto
http://works.diftnorm.com“Na minha cabeça, uma das coisas mais importantes ao se começar uma carreira como freelancer é ter um lugar em que você possa se afastar de tudo o que poderia distraí-lo durante o trabalho. O ideal é ter seu próprio lugarzinho para se concentrar e trabalhar em todas as etapas do projeto. Quer se trate de um escritório privado, de uma quitinete alugada ou um canto de sua casa, pense em remover distrações como TVs e videogames e peça para as outras pessoas que vivem ou trabalham no mesmo espaço para respeitar o seu trabalho.”


“Tive o prazer de trabalhar com estúdios como o Sehsucht, Tronic e Illustrative e para clientes como a Alfa Romeo, AT&T, Chanel Nº5, Diesel Fragrance, Jägermeister, Montblanc e outros.

05 SEJA UM BOM COMUNICADOR

Christopher Haines
www.neondreams.com.au

“Ser um bom comunicador é mais do que óbvio. Se você não conseguir transmitir uma ideia, logo será ejetado do mercado. Seja fiel aos prazos, fácil de se relacionar e trabalhe muito bem. Ao conversar com seus clientes procure parecer confiante e confiável e, se for novo no mundo dos freelancers, pode ser melhor começar com clientes locais menores. Também é bacana pedir por opiniões sobre seu trabalho para aperfeiçoá-lo.”

“Sou especializado em ilustrações digitais riquíssimas em detalhes, combinando 3D, fotografias e pintura digital para criar minhas imagens. Meu estilo se baseia no surreal, às vezes com um toque futurístico”

06 ENCONTRE TEMPO PARA SEUS PRÓPRIOS PROJETOS

Manuel Coletto
www.aegraphy.com

“Acho que existem duas coisas essenciais que um artista deve fazer para melhorar: experimentar e pesquisar. Nunca pare de tentar coisas novas, sejam técnicas ou ferramentas diferentes. A Web oferece enormes oportunidades para desenvolver suas habilidades graças aos concursos e coisas parecidas. Além de gerar novidades para seu portfólio, os prazos ajudam a trabalhar suas habilidades de gerenciamento de tempo.”

“Nunca pensei em ser um freelancer de verdade, porque passei muito tempo estudando na universidade. Foi uma coisa que aconteceu quando as pessoas e os clientes começaram a me pedir ilustrações

07 DEIXE O CLIENTE FELIZ

ollie Munden (ou MegaMunden)
www.megamunden.com

Advanced Photoshop: como ter sucesso como freelancer?

MegaMunden
: Acho que é aprendendo a deixar os clientes felizes. Aprendi a manter meus clientes informados e desse modo eles ficam do meu lado.

Advanced Photoshop: Qual o melhor jeito de fazer isso?

MegaMunden: Mostro desenhos e mesmo rascunhos iniciais que não são mais do que meros esboços. Acho que algumas pessoas cometem o erro de mostrar trabalhos demasiado acabados e isso acaba assustando o cliente, se não era bem aquilo que ele queria. Eles devem ser capazes de entender que você é capaz de criar o visual “acabado” que eles procuram, mas caso você tenha entendido mal o briefing alguns esboços simples podem evitar um tempo enorme perdido em correções ou – pior ainda – a perda do cliente para sempre.

Advanced Photoshop: além de receber o pagamento, qual a principal vantagem de manter o cliente feliz?

MegaMunden: Você recebe boas recomendações, e o boca a boca é importantíssimo nessa área. Todos os serviços que fiz apareceram graças a alguém que falou de mim a seus amigos ou colegas.

“Este trabalho foi criado para a casa noturna Audio em Brighton, Reino Unido. Foi encomendado pela Filthy Media, que disse que minha resposta ao briefing foi bem pensada e se adequava perfeitamente à marca”


“Esta ilustração foi criada para a marca australiana Hot Tuna, que precisava de desenhos para uma  nova linha de camisetas”

08 APRENDA A USAR AS REDES SOCIAIS

Thomas Burden (There Will Be Unicorns)
www.therewillbeunicorns.com

Advanced Photoshop: Por que é importante usar sites de relacionamento social?

Thomas Burden: As redes sociais, online ou físicas, são parte importantíssima do trabalho. Embora eu morra de vergonha a cada vez que posto no Twitter, trata-se de uma excelente ferramenta para se manter na cabeça das pessoas certas. Existem ilustradores horríveis que chegaram lá simplesmente com uma autopromoção constante.

Advanced Photoshop: Quais os melhores sites a usar?

Thomas Burden: Twitter e LinkedIn são bem úteis, e você pode sincronizá-los, para que seus contatos do LinkedIn recebam um e-mail cada vez que você postar um tweet, e realmente irritar as pessoas!

Advanced Photoshop: Quais os conselhos para os freelancers que twittam?

Thomas Burden: É importante não cair na armadilha da facilidade em manter uma presença online semiprofissional e informar a todos de cada citação otimista encontrada online ou em um livro de autoajuda. Demonstrar paixão por sua área é ótimo, mas é muito fácil parecer cafona e bajulador. Procuro manter meu discurso online interessante, relevante e leve, especialmente em meu blog.

Advanced Photoshop: O que é melhor em sua opinião, redes sociais online ou contatos pessoais?

Thomas Burden: O melhor jeito que encontrei para conseguir novos trabalhos é conversar frente a frente com as pessoas. Além disso, ter um agente ajuda a abrir mais oportunidades para organizar encontros com novos clientes.

“Este pôster serviu para promover um esquema de incentivos à equipe de vendas da Belkin”

09 RENOVE SUAS HABILIDADES

Richard Roberts
www.theotherstream.com

“Renovar suas habilidades é imensamente importante. Se não a coisa mais importante que um designer freelancer pode fazer. O trabalho para os clientes pode fazer com que você estacione, por isso é essencial encontrar tempo para seu trabalho pessoal, para não interromper seu desenvolvimento como artista. A última coisa que se deseja neste mercado cruel é que seu trabalho se transforme  em um disco riscado. Sempre existem novas coisas a aprender. Pessoalmente, também percebi que praticar meus dons de ilustração regularmente com um lápis k tradicional também ajuda muito.”

“Este trabalho foi para o projeto Translate, da cerveja Tiger, uma exposição que ocorreu em diversas cidades de todo o mundo”

10 PROMOVA A SI MESMO

Ross Crawford (Ahoy There)
www.ahoythere.org.uk

“Autopromoção é tudo. Eu garanti tantos trabalhos com a autopromoção quanto com meu trabalho comercial. Com a autopromoção você pode produzir o trabalho que quiser, pegar um comercial antigo que você gostaria de ter feito e recriá-lo em seu próprio estilo. Depois de reunir uma boa coleção de realizações, você pode abordar as pessoas que quiser. Procure conseguir reuniões diretas com agências e empresas, pois sempre é preferível ver as pessoas frente a frente. Ninguém vai fazer isso por você – se você quiser o serviço, terá de ir lá e agarrá-lo – é simples assim.”

“Este trabalho veio por meio da Central Illustration Agency e foi minha primeira encomenda internacional. Fui brifado por um diretor de arte da TBWA Paris e o comprador de arte do McDonald’s. O processo foi bem suave e todos nós gostamos de trabalhar juntos”
Fonte: photoshopcreative.com.br
Post by: Kleython Bianchi