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Escrito por , 05/05/2011, Design de Interface

A iconografia está ai. Com a popularidade de dispositivos móveis inteligentes, aumentou o interesse pela interface gráfica e usabilidade. Os ícones são elementos muito importantes para a facilidade de interação de quem utiliza tal dispositivo móvel, seja qual for. Porém, uma situação inusitada me levou a escrever este artigo. Acredito que o que eu passei, alguns designers também já passaram ou irão passar.

Desenvolvendo uma interface para um App, digo ao cliente que irei apresentar o ícone do App junto com a entrega do job. É ai que entra a pérola: “Não precisa criar um ícone não. É só usar meu logo e pronto.”

Até eu explicar para ele que ícone não é a mesma coisa que logo, foram mais duas reuniões. Assim, juntei o que eu expliquei para ele, peguei o mais importante, e decidi criar este artigo, e assim tirar as dúvidas que muitos tem.

NOTA: neste artigo vou abordar o ícone dentro do conceito de design para aplicativos, interface e usabilidade.

Por que um ícone não é a mesma coisa que um logo?

Um ícone deve representar uma ação ou o que um aplicativo faz. Deve explicar, sem palavras, o que um App faz ou pretende fazer. Um Ícone tem suas limitações. Um ícone não pode ultrapassar limites. Ele foi feito para ficar “dentro de um quadrado”, por mais diferente que sua forma possa ter. O ícone pode ter várias formas, mas sempre terá um quadrado como borda, invisível ou não. Veja esses exemplos de ícones. Por mais que não sejam um quadrado propriamente dito, eles não ultrapassam o limite delimitado por um. (Em tempo, a própria Apple exige que os ícones de um App para iPhone e iPad sejam quadrados)

Sinto decepcionar, mas ícones e logos não são a mesma coisa

Estes ícones têm formas diferentes, mas respeitam limites específicos

Agora, leve em conta que ícones nem sempre são vistos em seu tamanho total. Alías, quase nunca. Na maioria das vezes são vistos em suas versões menores. Deste modo, respeitando seus limites eles não perdem suas visualizações. E mesmo menores são facilmente percebidos. Veja os mesmos exemplos, mas agora em versões menores.

Sinto decepcionar, mas ícones e logos não são a mesma coisa

Estes ícones vistos em suas versões, tais como mostradas no Windows Explorer ou Finder por exemplo

Agora, imagine um logo. Uma marca não tem limites como o ícone. Ele pode ter altura menor que a largura, e vice-e-versa. Pode ter títulos longos, e alguns até mesmo com slogan junto. Tente imaginar agora um logo como ícone. Com toda certeza perderá sua visualização.

“Não entendi ainda. Pode dar um exemplo?”

Essa foi a pergunta de meu cliente depois da explicação. Então, mostrei este exemplo, o Facebook. Veja como é a marca do Facebook:

 Sinto decepcionar, mas ícones e logos não são a mesma coisa

Consegue imaginar essa marca como um ícone? Iria ficar de todo mal, aplicando os conceitos corretos para um ícone bem feito. Assim, veja a solução do designer ao criar o ícone para o App do Facebook:

Sinto decepcionar, mas ícones e logos não são a mesma coisa

Não é necessário que a marca esteja dentro do ícone. Não é preciso muito esforço para perceber que este ícone pertence a um App do Facebook.

O que fazer então?

Faça um ícone parecer um ícone. Um ícone tem uma característica bem distinta. Ícones tem um design quase caricato. Dificilmente você verá um ícone que é uma foto, ou com cores chapadas. A plasticidade é uma evidência forte. Hoje, muitas marcas estão até mesmo explorando essa temática caricata e plástica que os ícones tem. Talvez seja por isso que essa confusão paira no ar. Mas ainda sim, não são e nem serão a mesma coisa.

Deste modo, o estudo de marca não é o mesmo que um estudo de ícone. Ao criar um ícone, pense no que o app faz, sua função, seu benefício, mas não pense na marca da empresa, pois a coisa não funciona assim.

 

Tassila M. Pinheiro

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1 – Flexibilidade

Inspiradas pelo uso inteligente de variações na identidade visual por marcas como a MTV, mais e mais organizações querem mudar as coisas nas suas identidades gráficas. Logos podem ser flexíveis e cambiantes, contanto que a mensagem seja consistente e reconhecível pelo público alvo. Um amplo espectro de atributos atravessa o abismo entre o tédio e caos. Em algum lugar no meio disso tudo é onde você pode encontrar “um bom design.” Não subestime os riscos de cada extremo.

2 -Programações Flexíveis
Programas de identidade visual devem ser projetados para acomodar não só variações, mas também para orquestrar cuidadosamente onde as variações ocorrem. Seja para destacar determinadas características ou informações, as variações devem ser parte integrante do programa, e não uma anomalia fora dele. Consistência sempre definirá o padrão, mas as variações dentro de qualquer identidade normalmente se destacam.


3 – Marcas Surpreendentes
Algumas pessoas não gostam de surpresas. Já outras, as adoram. Da mesma forma, uma surpresa pode desempenhar um papel importante em algumas identidades de marca, enquanto em outras, pode acabar com toda a programação visual. Nenhum cliente gosta de chatices e tédio, exatamente onde a consistência absoluta, sem variação alguma, pode levar. Considere qual papel uma surpresa pode ter nas identidades de marca que você constrói.


4 – Logos Pessoais
Em uma era de customização em massa, possibilitada pela tecnologia, os consumidores esperam cada vez mais colocar a sua própria impressão digital sobre o que compram e  sobre as marcas que desejam. Desde a fabricação até a tecnologia da informação, a saúde e o bem-estar, a personalização com certeza se tornou o novo paradigma. Designers terão que pesar qual papel a personalização desempenhará nas identidade gráficas e posicionamentos de marcas daqui para frente.

5 – Identidades Inclusivas
Boas programações de identidade visual prevêem variações desde o início, mas a tendência  cada vez maior de personalização do usuário testou os limites da consistência. Customização e personalização são ferramentas poderosas, mas podem prejudicar o posicionamento e danificar o reconhecimento da marca. Sendo assim, percebemos cada vez mais um desafio quando se trata de definir regras para aplicações, por exemplo.

6 – Minha Marca
À medida que a personalização transita do luxo à expectativa, ela não servirá mais como um diferencial de marca. Ou seja, ela deverá existir de qualquer maneira, seja para desempenhar um papel proeminente ou secundário, o que é uma escolha puramente estratégica. Uma coisa é certa: os consumidores gostam de personalização e isso não mudará tão cedo. Soluções quadradas não vão mais ajudar marcas que querem assumir a liderança em suas respectivas indústrias.

7 – Marcas e Significados
Identidades gráficas e as entidades representadas por elas precisam refletir os valores, dados demográficos e psicologia do seu público-alvo. Muitos elementos essenciais de uma identidade gráfica, como forma, cor, padrão, podem significar coisas diferentes para públicos distintos. Compreender o público e o contexto onde ele se encontra guia o desenvolvimento de identidades gráficas para que as mesmas tenham o resultado desejado.

8 – Contextualização de Programação
Conforme uma identidade gráfica caminha para o mundo físico e interage com espaços e objetos ao longo do tempo, muitas vezes, o público experimenta um efeito mais visceral e imediato. Quando você entra em uma loja, você passa por portas de vidro? O design interior te seduz a olhar para cima ou para baixo? O espaço te lembra sua garagem ou cozinha? A aplicação de elementos da programação pode ser uma poderosa forma de amplificar o efeito psicológico da identidade gráfica.

9 – Psicologia de Marca
As marcas mais memoráveis do mundo tendem a se distinguir na conotação, e não apenas a denotação, da proposição de valores. Construtores de marca se esforçam para criar a conotação certa para a marca na mente do seu público-alvo. Começa e termina com o que as pessoas pensam ou, mais precisamente, o que uma marca pode inspirar as pessoas a pensarem.

10 – Geração de Ideias
Tentar definir o processo de criação de design de logotipo é um pouco como tentar responder à pergunta: “Quanto tempo leva para chegar a uma boa ideia?”. Embora seguir um cronograma possa ser imprevisível, bons designers aprendem a confiar no processo criativo. Gerar um monte de idéias em todo o processo pode ser uma boa maneira de chegar a uma grande solução, mas o volume não garante a qualidade. Desenvolver um bom conjunto de filtros para edição de suas idéias é um passo essencial para a criação de uma identidade gráfica eficaz.

Fonte: brand-identity-essentials.com/100-principles

Tassila M. Pinheiro

Para um espectador normal, um logotipo é apenas uma imagem imóvel visual que simboliza uma empresa. Mas se falarmos em termos técnicos, o poder de um logotipo é mais do que apenas representar uma entidade. Tem a capacidade de mover os clientes a se comportar de uma maneira positiva e tem o poder de evocar a ação do consumidor.

Uma das maneiras criativas é representar  movimento dentro do projeto de logos. Estes tipos de logos são um sinal do crescimento da empresa e retratam que a entidade é enérgico. Além disso, eles transmitem um sentimento de valor que o negócio não tem medo de mudanças e multitalentoso.

Para lhe dar uma idéia de como movimento e ação é mostrada em um design de logotipo, aqui estão 20 logomarcas criativas que o ajudarão a aprender:

 

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Tassila M. Pinheiro