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Quer eternizar ainda mais as fotinhos que você tira com o Instagram? Olha essa ideia bacana do site Coastermatic. A empresa resolveu oferecer um serviço de impressão das imagens em porta-copos!

O site é americano, mas aceita encomendas de todo o mundo. É só escolher quatro fotos que você queira que sejam impressas e eles te retornam com os acessórios pelo correio [tudo pelo preço de US$ 25 + taxa de entrega].

Será que o autor da primeira foto postada no Instagram já a imprimiu em um porta-copo?

Fonte: Youpix

Parece luta de MMA, mas é o último lançamento que a Nikon e a Canon fizeram juntas.

Segue abaixo texto original e o traduzido.

The Ultimate EOS. The Ultimate Camera.
Canon and Nikon have merged to create the best of the EOS Series of digital cameras into one phenomenal model: the new flagship of the EOS line, the EOS-O D. For the first time in the history of photography, a single camera body accepts the full-line of both Canon and Nikon lenses. Its full-frame 50 Megapixel CMOS+ sensor and all-new Dual DIGIC 6+ Image Processors deliver high quality image capture at up to 30 fps and a powerful ISO range of 100 – 204800 (up to 409600 in H2 mode) provides ultra-sharp, no-noise images even in the dimmest low-light conditions. An all-new, 161-Point High-Density Reticular AF and 250,000-pixel RGB metering sensor that uses a dedicated DIGIC 6+ Image Processor, makes the EOS-O D reach new levels of focus speed and accuracy delivering advanced tracking even for the most challenging shooting situations. Coupled with an all new ZEISS Ultra-Wide touch screen display, the built-in television tuner and Blu-Ray player deliver breathtaking images while an onboard Mp3 player provides countless hours of pure audio. Wi-Fi capability combined with GPS tracking records the location of every photograph taken with pinpoint accuracy. Taken all together, the EOS-O D’s improved HD video capture, numerous connectivity options, direct-to-disk transfer, combination of processing power and durable construction, including shutter durability tested to over 4,000,000 cycles, makes this electronic marvel the ultimate EOS and the world’s ultimate camera.

Tradução (Google Translator)

A Ultimate EOS. A Câmara Ultimate.
Canon e Nikon se fundiram para criar o melhor da série EOS de câmeras digitais em um modelo fenomenal: o novo top da gama da linha EOS, a EOS-O D. Pela primeira vez na história da fotografia, um único corpo de câmera aceita a linha completa de lentes de ambas as marcas (Canon e Nikon). Sua full frame-50 Megapixel CMOS + sensor e all-newDIGIC duplo 6 Processadores de Imagem + oferecem captura de imagem de alta qualidade com até 30 fps e uma série ISO poderoso de 100 – 204800 (até 409.600 emH2 modo) fornece ultra-sharp, sem ruído, mesmo em imagens mais escuras ascondições de pouca luz. Um novo, 161-Ponto de Alta Densidade, Reticular AF e sensor de medição de 250 mil pixels de RGB que usa um dedicado DIGIC 6 Processador de Imagem +, faz com que o D-O EOS alcance novos níveis de velocidade ea precisão de foco  avançado de rastreamento, mesmo para o mais difíceis situações fotográficas. Juntamente com um novo ZEISS tudo Ultra-Wide tela sensível ao toque, o sintonizador de televisão e leitor Blu-ray oferecem imagens de tirar o fôlego enquanto um Mp3 player integrado fornece inúmeras horas de áudio puro. Wi-Fi  combinada com rastreamento GPS registra a localização de cada fotografia tirada com precisão. Tomados em conjunto, a captura D’EOS-O s de vídeo HD melhorado, opções de conectividade numerosas, direto-para-disco, transferência combinação de poder de processamento e construção sustentável, incluindo a durabilidade do obturador testado para mais de 4.000.000 de ciclos, torna essa maravilha eletrônica da EOS, a câmara Ultimate do mundo.

fonte: Fotografia Depressão

André Sanchez

www.andresanchez.com.br

Profundidade de Campo. Acho que todo mundo já ouviu falar disso e como ela é influenciada pela abertura do diafragma. Mas, vejo poucas pessoas se utilizando dela como um dos pontos principais na composição. Tenho que admitir que sou fascinado pelas possibilidades que podemos conseguir com um pouco de sensibilidade e uma configuração simples no equipamento.

Podemos definir a profundidade de campo como a gama de distâncias em torno do plano focal na qual há nitidez aceitável. A profundidade de campo depende dos tipos de câmeras, aberturas e distância, apesar de também ser influenciada pelo tamanho da impressão e pela distância de visualização da imagem. Ficou complicado? Então vamos a uma situação pratica. Imagine três pessoas perto de você e alinhadas em fila com uma distância de dois metros entre cada uma. Ao focar na pessoa do meio, dizemos que ela está no plano focal onde há nitidez. A pessoa que está na parte da frente e a pessoa que está na parte de trás não vão estar nítidas, pois estão fora desse plano.

Existe a possibilidade de aumentar ou diminuir a nitidez dessas pessoas que estão fora do plano de foco. O diafragma é a principal forma de controlar esse efeito. Quanto mais aberto o diafragma (números menores) mais as pessoas ficarão desfocados (pouca profundidade de campo). Quanto mais fechado o diafragma (números maiores) maior vai ser a nitidez dessas duas pessoas (maior profundidade de campo). Usar teleobjetivas também é uma maneira de perder profundidade de campo, mas pela razão de aproximação do objeto fotografado. Uma característica importante é que a perda de nitidez sempre é o dobro na parte posterior do que na parte anterior do objeto que está em foco.

Infelizmente, essa é uma relação que tem a ver com o tamanho do sensor (ou filme fotográfico) e da lente. Dessa forma, câmeras compactas possuem maior dificuldade de atingir um efeito de pouca profundidade de campo. A exceção são alguns equipamentos que no modo macro conseguem um resultado aceitável.

Mas, isso é apenas para mostrar que existem possibilidades de composição fotográfica que fogem um pouco do comum e podem render belos resultados com um pouco de observação e conhecimento das possibilidades de seu equipamento. A técnica é

facilmente assimilada, mas o olhar para descobrir os pequenos detalhes mais interessantes demora um pouco para ser desenvolvido. Lembrando que não é necessário uma lente muito clara. Com a própria lente do Kit das câmeras reflex já é possível começar a brincar. Vejam alguns exemplos abaixo.

Foto feita com a distância focal de 165mm, diafragma em f/4 e velocidade do obturador em 1/250

distância focal em 120mm, diafragma em f/5,6 e velocidade de diafragma em 1/160. Perda de profundidade de campo conseguida principalmente por conta da distância focal.

Distância focal em 65mm, abertura do diafragma em f/5 e velocidade do obturador de 1/50

Distância focal de 50mm, diafragma em f/2,5 e velocidade do obturador de 1/60

Distância focal de 50mm, diafragma em f/2,5 e velocidade do obturador em 1/60

 

 

Fonte: Gilson Lorenti

 

André Sanchez

www.andresanchez.com.br

Olá Pessoal,

Está rodando na net muitos email com fotos que “mexem”, e por isso resolvi postar um tutorial que achei interessante sobre o assunto.

Tudo começou durante a Nova York Fashion Week, em fevereiro deste ano. “Queríamos uma maneira mais fiel de mostrar para o público a experiência de estar numa semana de moda”, diz o webdesigner Kevin Burg. “Pensamos em um vídeo, mas para transmitir a informação mais rápído, achamos que uma imagem em movimento seria melhor.” Assim, Burg e sua noiva, a fotógrafa Jamie Beck, começaram a aumentar o status dos gifs animados, deixando-os próximos da arte.

O trabalho da dupla ganhou maior notoriedade no final de abril, após uma série especial com a modelo canadense Coco Rocha. As imagens, publicadas no blog de Jamie, correram a internet e impressionaram pela qualidade e a riqueza de detalhes nos movimentos sutis.

“Trabalhar com Coco é inacreditável. Ela se move como uma artista em frente à câmera e adiciona algo de especial a cada clique”, derrete-se Kevin.

O segredo do sucesso parece estar no trabalho lento e perfeccionista que o casal faz. “É um processo quase de frame a frame”, diz Kevin, que utiliza o Photoshop e o After Effects para dar o efeito especial às fotografias tiradas por Jamie. Além disso, a escolha da imagem a ser animada é muito importante, como em uma fotografia normal, explica o webdesigner.

“Passamos a ver movimento em situações do cotidiano que nem notávamos antes. Tem sido muito interessante”, comenta. “Para nós, é como se o mundo todo pudesse ser fotografado de novo.”

Kevin ressalta que o formato de gif é apenas um meio utilizado pela dupla para transmitir sua mensagem. Para ele, eles estão criando um novo tipo de fotografia que, apesar de utilizar a tecnologia para ser feita, está muito próxima das fotos analógicas.

“Com as máquinas digitais, você pode ver no set se já possui o que queria”, explica. “Nós nunca temos ideia do resultado até o final da edição das imagens.” Para ele, o trabalho da dupla é como uma reação à instantaneidade da fotografia digital – e Kevin parece muito à vontade com isso. “Há algo em nosso processo imperfeito que nos dá liberdade e nos força a lidar com o desconhecido”, argumenta.

Além dos trabalhos com as imagens em movimento, Kevin, 29 anos, é sócio de uma agência de design para a internet em Nova York. Ele cria layouts para sites e blogs e faz ilustrações.

Jamie, 28 anos anos, trabalha há cinco como fotógrafa profissional, tendo colaborado com publicações como Rue Magazine e o jornal The New York Times. Devido à sua paixão por moda – e por fotógrafos de moda – começou a carreira na área, mas também trabalha com fotos de turismo, comida e lifestyle. Os dois planejam se casar em 2012.

Veja abaixo exemplos do trabalho do casal:

 

Fonte: Último Segundo

 

 

André Sanchez

www.andresanche.com.br

 

Foto mais cara do mundo é vendida por US$ 4,3 milhões, em Nova York

Imagem registrada em 1999 mostra o rio Reno, na Alemanha.
Obra de Andreas Gursky superou recorde anterior, de US$ 3,8 milhões.

Uma panorâmica do rio Reno, na Alemanha, tornou-se a foto mais cara já vendida, ao ser arrematada em leilão, nesta terça-feira (8), por US$ 4,3 milhões. A Christie’s, responsável pela operação, que aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos, não divulgou o nome do comprador da imagem, registrada em 1999 pelo fotógrafo alemão Andreas Gursky.

Intitulado “Rhein II”, o trabalho integra uma série de seis fotografias. Quatro delas estão abrigadas em instituições como o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e a galeria Tate Modern, em Londres. O valor alcançado superou as expectativas iniciais: a pré-venda estabelecia algo entre US$ 2,5 milhões e US$ 3,5 milhões. O recorde anterior pertencia à foto “Untitled #96”, de Cindy Sherman, vendida em maio deste ano por US$ 3,9 milhões, também por meio da Christie’s.

fonte: G1

A magia da fotografia monocromática, revelada

01 Sombras e altas-luzes

Em condições de muito contraste, aproveite ao máximo a diversidade de tons e produza uma imagem com elementos contrastantes subexpostos e superexpostos. Procure por sombras marcadas que tenham formas interessantes.

02 Bebês e crianças

Bebês e crianças ficam ótimos quando fotografados em meio monocromático, mas lembre-se de que seu tempo é limitado. Aproxime o zoom dos olhos para obter belos resultados.

03 Misturando fontes de luz

Na fotografia em preto e branco não há problema em misturar fontes de luz, já que não é preciso se preocupar com temperatura de cor e balanço de branco. Tungstênio, flash, luz do dia, fluorescente, LED – vale tudo!

04 Estrutura e simplicidade

A estrutura é fundamental em fotos monocromáticas. Ao manter a composição extremamente simples e clicar de baixo para cima, Nicolas Orillard fez com que esta atração de parque de diversões ganhasse ares de flor.

05 Obtenha uma exposição correta

A fotografia em preto e branco pode ser difícil de expor quando existem contrastes extremos. O autor desta esta foto a tirou com um filtro graduado de densidade neutra de três pontos, para equilibrar o primeiro plano com o céu brilhante.

 06 Céu carregado

Um céu nublado é ideal para paisagens urbanas, como demonstramos aqui. Quando a luz é difusa, fica mais fácil capturar os detalhes.

 

07 ISO alto e ruído

Aproveite a baixa luz e use o o ruído a seu favor. Esta foto foi feita com ISO 12800. Em cores, o resultado é granuloso demais. Em preto e branco, a imagem ganha vida.

08 Evite céus chapados

Em dias ensolarados, com o céu bem limpo, as imagens em preto e branco podem ficar muito chapadas, porque o azul do céu vira um bloco de cinza uniforme. Faça a foto em um dia nublado, pois os resultados ficarão bem mais atraentes e a imagem ganhará profundidade e textura.

09 Realce a textura

Na fotografia de paisagens, a textura é um elemento a considerar. Se estiver fotografando em um dia de nuvens carregadas, a textura aparecerá bem detalhada; num dia ensolarado, ela ficará mais abstrata.

10 Tom e contraste

Contraste e tom são a essência da fotografia em preto e branco. Ao editar, experimente reforçar o contraste para dar à imagem um efeito mais intenso, ou diminua-o para deixá-la mais suave. A escolha do que se deseja fazer e do que é apropriado dependerá do assunto da foto.

11 Foto colorida que parece monocromática

Fotos com poucos elementos coloridos ou saturados podem ficar muito boas. Esse efeito também pode ser obtido em retratos de pessoas, usando-se as roupas e a maquiagem corretas para isso.

12 Expanda o alcance dinâmico

David Brewerton explica como chegou a este efeito: “Usei a objetiva Sigma 10–20mm na sua maior abertura, aproximando-me bem do tronco. A imagem RAW foi processada para ampliar o alcance dinâmico, mostrando os detalhes na cavidade do tronco. Para aumentar o contraste, usei o Paint Shop Pro Photo X2.”

13 Use camadas de Channel Mixer

Fotografe em cores e converta para preto e branco. Ao converter a imagem em tons de cinza, use o Channel Mixer do Photoshop, pois ele dá um bom controle sobre a profundidade tonal da imagem. Para esta imagem, três exposições diferentes obtidas com tripé foram combinadas. Depois, a imagem foi convertida em monocromática com uma camada Channel Mixer.

14 Retrato com personalidade

Essa imagem foi tirada em Jaipur Amber Fort em Agra, ao lado do Rajastão, Índia. “O que me chamou a atenção foi a expressão dos olhos. O homem obviamente enfrentou muitas vicissitudes, mas havia uma centelha ali que me fez olhar para ele com mais atenção.” Para obter resultados como este, mantenha a abertura acima de f/8 para registrar todos os detalhes e use o foco manual para produzir uma imagem nítida.

15 Clima de intimidade

O fotógrafo capturou a sensação de vulnerabilidade da modelo usando uma profundidade de campo bem rasa e convertendo a imagem para preto e branco. O contato visual com os olhos é muito forte e atrai o espectador para a imagem. De maneira geral, a fotografia em preto e branco produz tons de pele bonitos, sendo ideal para retratos.

16 Claro e escuro

Há um elemento romântico na fotografia em preto e branco, já que faz com que o meio remonte aos princípios básicos do claro/escuro. Pense em seu tema de maneira tradicional para chegar a resultados que funcionem.

17 Sistema de Zonas

Estude e aplique o Sistema de Zonas de Ansel Adams. Embora o método tenha sido criado para a fotografia em filme, é importante aprender a visualizar na mente uma cena em preto e branco para encontrar a exposição e a composição corretas. Aprender com os grandes nomes é o primeiro passo para tornar-se um fotógrafo melhor.

18 Faça silhuetas

Criar máscaras em figuras ou objetos pode operar maravilhas. Neste exemplo, a desolação da árvore e o seu contorno escuro contrastam com o brilho das flores ricas em textura. Incorpore esse tipo de elemento nas suas fotos.

19 Adicione cores Devolver

parte das cores a elementos seletos das imagens em preto e branco pode ser um truque bacana, mas faça isso apenas se a imagem tiver algo a ganhar em narrativa, não somente pela graça do efeito.

20 Procure padrões

Padrões e texturas são elementos cruciais na fotografia em preto e branco. Experimente aproximar-se do assunto para criar uma imagem mais abstrata.

As imagens tridimensionais vieram para redefiniro mundo da fotografia? Conheça as novas tecnologias e decida.

 Por Rod Lawton

A fotografia 3D é a tentativa de capturar e retratar o mundo em três dimensões e criar uma impressão de profundidade que faz parecer que você está olhando “na” imagem ao invés de olhar “para” ela. O assunto chegou às manchetes da imprensa fotográfica no começo de 2010, por causa da câmera Real 3D W1 da Fujifilm. Mas embora essa tenha sido a primeira câmera digital a capturar imagens tridimensionais, não se trata da primeira câmera 3D. Na verdade a fotografia 3D, ou estereoscópica, remonta aos primeiros tempos da arte fotográfica, no século 19.

Porém, é bom deixar claro desde já que essa fotografia 3D não é a mesma coisa que as imagens geradas pelos programas de modelagem 3D, nem as obtidas pelos scanners 3D aplicados na medicina. Estas técnicas criam objetos tridimensionais genuínos (ou “virtuais”, já que não têm existência concreta no mundo físico), que podem ser rotacionados e examinados de qualquer ângulo. A fotografia 3D lança mão de uma técnica mais simples. Ela não tenta capturar uma imagem completa em três dimensões. Registra duas versões de uma cena, correspondentes ao que seri a visto pelo olho esquerdo e pelo direito do observador. Essa visão “binocular” cria a ilusão de profundidade e funciona graças ao fenômeno da paralaxe, que é a diferença entre imagens de uma mesma cena captadas de posições ligeiramente distintas. Como os olhos esquerdo e direito veem a cena de duas posições diferentes, os objetos ocupam posições levemente diferentes nas duas imagens, e essa diferença é relacionada à distância entre cada objeto e cada olho. O que você “vê” é uma imagem única que seu cérebro monta a partir das imagens separadas enviadas pelo olho esquerdo e direito, usando as pequenas diferenças na paralaxe para extrair a impressão de profundidade. As fabricantes de câmeras usam o termo “3D” em um sentido bastante amplo, para indicar a sensação de três dimensões e não uma cena tridimensional verdadeira, dentro da qual você pudesse se mover. Estritamente falando, trata-se da ressurreição da antiga fotografia estereoscópica, embora o cérebro seja tão bom em recriar a ilusão de profundidade com fotos estereoscópicas que a imagem fica parecendo tridimensional de verdade.

O processo estereoscópico/3D tem duas partes. A primeira é a captura de imagens estereoscópicas em pares, e a segunda é exibi-las de forma que nosso cérebro possa reuni-las em uma única imagem tridimensional na mente. A primeira parte é relativamente fácil. Diversos fabricantes já fizeram câmeras estereoscópicas, que consistem, geralmente, em duas objetivas lado a lado, criando duas imagens “gêmeas” em pedaços de filme separados. Um método alternativo é usar uma câmera só, tirando duas
fotos seguidas e movendo a câmera lateralmente entre uma foto e a outra. Esse método da exposição em pares é simples e pode ser feito com qualquer câmera, mas não serve para objetos em movimento. Quaisquer erros na composição podem causar problemas. Por exemplo, se houver um carro ou uma árvore na borda de uma imagem, mas não na outra, eles aparecerão como uma “meia-imagem” fantasma na foto combinada.

A câmera FinePìx W1 da Fujifilm opta pelo método mais sofisticado, combinando duas câmeras em um único corpo. Quando o disparador é pressionado, ambas as câmeras registram a mesma imagem de duas posições ligeiramente diferentes. Essas duas imagens são combinadas para produzir a imagem estereoscópica, salva em um formato de arquivo proprietário). Um atrativo adicional da Fujifilm é que ela pode agir como duas câmeras independentes para imagens bidimensionais; por exemplo, para tirar duas fotos simultaneamente a diferentes ISOs ou com ajustes de zoom diferentes.

Mas a criação das imagens estereoscópicas não é tão direto assim. Há muito tempo, descobriu-se que a linha-base estereoscópica (a distância entre os dois pontos de vista) deve ser alterada de acordo com a distância entre as figuras. Quanto mais longe elas estiverem, mais ampla dever ser a linha-base para fazêlas parecer estar a distâncias diferentes. Ao fotografar imagens estereoscópicas manualmente, movendo a câmera entre as exposições, isso não é difícil de fazer (embora os cálculos sejam complicados). Embora uma câmera com lentes gêmeas facilite a obtenção de imagens estereoscópicas, a configuração fica restrita a uma distância fixa de linha-base. De fato, a Fujifilm sugere que os assuntos devem estar a uma distância de 3 a 5 metros da câmera; que as figuras distantes (paisagens, por exemplo) não mostrarão um efeito 3D notável; e que imagens em close não são recomendadas, porque o efeito de paralaxe seria forte demais.

A paralaxe é essencial na fotografia estereoscópica, e não é apenas a distância entre as lentes que importa, mas também sua convergência, fazendo com que as duas imagens do assunto se sobreponham. Na fotografia estereoscópica, o termo é usado quando as duas lentes apontam para um ponto específico diante da câmera, ao invés de estarem perfeitamente paralelas. Nossos olhos convergem da mesma maneira sobre o objeto que estamos observando. Numa foto estereoscópica em grande escala, você moveria a câmera em um arco ao redor do assunto para fazer a segunda imagem, ao invés de apenas deslocá-la de lado. O ajuste de paralaxe na Fujifilm W1 faz o mesmo, mas em miniatura. A câmera acerta a paralaxe automaticamente, mas dá para mudá-la na mão na hora de clicar ou posteriormente, usando o software fornecido em um computador (o formato 3D da Fujifilm armazena as imagens “descombinadas” até que você as exporte em um formato 2D comum). Mas isso tudo não se compara à dificuldade de exibir as imagens tridimensionais de um jeito fácil para que o olho e o cérebro humano as processem. Muitos métodos já foram usados ao longo dos anos, cada um com seus prós e contras. Alguns dos mais bemsucedidos separam fisicamente as imagens do olho esquerdo e olho direito com lentes ou visualizadores especiais, mas eles são desajeitados e restringem o tamanho da imagem. O sistema 3D ideal não exigiria equipamento para visualização, permitiria que imagens maiores fossem vistas, ou as duas coisas. Três métodos são usados: visualização livre lado a lado, óculos 3D e displays lenticulares.As imagens tridimensionais vieram para redefiniro mundo da fotografia? Conheça as novas tecnologias e decida.
Esta imagem aparecerá em 3D quando vistas com os óculos apropriados, com o filtro vermelho sobre o olho esquerdo e o azul sobre o olho direito

A visualização livre é método o mais simples, mas requer concentração e destreza visual. Você pega as duas fotos e as exibe lado a lado. Veja o quadro na página seguinte para descobrir como visualizá-las.

Essa técnica não é simples de fazer, e um sistema bem mais confiável se faz necessário, caso o 3D tenha de funcionar em escala comercial. Isso foi conseguido com os óculos 3D coloridos. Eles foram populares na década de 1950, mas o princípio, chamado anaglifo, é perfeitamente válido ainda hoje. Recentemente foi usado em programas de televisão e em ensaio sensual numa revista masculina. As “lentes” dos óculos (normalmente, um filme plástico transparente) têm duas cores contrastantes que respondem a fotos 3D especialmente processadas, consistindo em duas imagens estereoscópicas sobrepostas. Graças aos filtros coloridos, o olho esquerdo vê somente a imagem destinada ao olho esquerdo, o outro olho vê a imagem direita, e o cérebro “decodifica” o 3D. Funciona, mas surgem efeitos de cor residuais na visão e, quando você estiver sem os óculos, os objetos apresentarão uma franja colorida. Portanto, o sistema é bem limitado, e embora seu uso traga um gostinho de novidade, ele logo se desgasta e se torna uma inconveniência que adoraríamos evitar.

É por isso que os displays lenticulares estão rapidamente ganhando terreno como a melhor solução para exibição em 3D. Mesmo esses não são novidade. O que aumenta seu interesse hoje em dia, porém, é que as técnicas modernas de fabricação possibilitam produzi-los por um preço e um nível de exatidão óptica que não era possível antes, chegando mesmo ao ponto de ser possível fabricar TVs 3D que não necessitam óculos.

O princípio não é muito complicado. Como nos outros métodos, a ideia é tornar uma imagem visível apenas ao olho esquerdo e outra apenas ao olho direito. Isso é feito “entrelaçando” as duas imagens em finas tiras verticais alternadas e fazendo com que o olho esquerdo veja apenas as “tiras” da imagem “esquerda” e o olho direito apenas as da imagem “direita”. Isso pode ser feito com uma espécie de defletor cuidadosamente posicionado acima da imagem, e o visualizador Real 3D Viewer da FujiFilm usa esse “Sistema de Barreira de Paralaxe” para produzir seu efeito tridimensional. Outro método é redirecionar opticamente as imagens direita e esquerda com prismas. O display na parte de trás da câmera Real 3D usa esse método, que a Fujifilm chama de “Sistema de Controle da Direção da Luz”. Outros displays 3D usam microlentes para obter um resultado semelhante, defletindo a luz de tal maneira que os olhos esquerdo e direito veem duas imagens separadamente. Essa é a tecnologia que poderá alimentar a próxima geração de TVs 3D. Pode soar como ficção científica, mas os princípios ópticos são bem conhecidos e os métodos de fabricação já foram testados e experimentados, embora não necessariamente nessa escala ou com esse tipo de resolução. De fato, todos já vimos muitos exemplos de displays 3D. Entre eles estão as telas de propaganda em terminais de aeroportos, por exemplo, ou adesivos “holográficos” em embalagens. O que falta é um jeito de produzir equivalentes em alta resolução a um preço acessível para o mercado da fotografia 3D. As impressões tridimensionais da FinePìx W1 devem ser enviadas ao Japão para ser processadas. Trata-se de um serviço especializado que exige uma fábrica construída só para isso, mas é claro que se o 3D ganhar espaço, laboratórios 3D independentes poderão aparecer perto de nossa casa.

Se você visitar o site de impressão da Fujifilm (www. fujifilmreal3d.com), verá no guia que existem algumas restrições e limitações para tirar fotos 3D. Não basta só apontar e clicar – pelo menos, não ainda. É preciso ter esmero, atenção e ater-se a certos tipos de assuntos.

Por fim, vale a pergunta: por que a fotografia 3D não “pegou” antes? Não foi necessariamente por falta de tecnologia; já é possível fazer e ver imagens estereoscópicas há mais de um século. O problema real é a demanda comercial por esse tipo de coisa. O efeito de profundidade pode impressionar, mas será algo essencial? Já obtemos muita satisfação e inspiração com imagens bidimensionais comuns, e para muitas pessoas o 3D será uma novidade visual fascinante, mas não necessariamente aumentará o significado e a importância da imagem em si, podendo inclusive restringir o tipo de imagem a ser produzido.

O contra-argumento a favor do “estéreo” é que ele poderá fazer pela fotografia aquilo que fez há 50 anos pela música, acrescentando uma profundidade e uma riqueza que nunca haviam sido possíveis antes. Só o tempo dirá se isso irá se realizar.

As imagens tridimensionais vieram para redefiniro mundo da fotografia? Conheça as novas tecnologias e decida.


A fotografia estereoscópica já existia e nunca causou grande impressão no mercado fotográfico. Por que a tecnologia Real 3D da Fujifilm faria melhor? É que o 3D vem ganhando terreno em três áreas distintas, não apenas uma, e pode muito bem atingir a “massa crítica” que estimula a demanda no mercado de consumo. O cinema 3D voltou aos holofotes, graças a filmes como o Avatar de James Cameron, e muitas marcas de TVs desenvolveram modelos 3D na esteira desse sucesso. As telas Bravia 3DTV da Sony necessitam óculos especiais com “obturadores eletrônicos” que exibem a imagem em cada olho em sincronia com sua geração na tela. Os aparelhos lenticulares WOWvx da Phillips já não exigem óculos de nenhum tipo; a empresa afirma que o efeito funciona em um ângulo de visão bastante amplo, permitindo que várias pessoas vejam a tela ao mesmo tempo.

Como são produzidas as fotos em 3D

ASSUNTO ADEQUADO

Em princípio, todo assunto é adequado para uma foto 3D. Figuras mais próximas são geralmente melhores, porque a linha-base fixa entre as lentes faz o efeito enfraquecer com a distância.

 

O QUE A CÂMERA REGISTRA

A câmera faz duas fotos simultaneamente. Como a posição das duas lentes varia, a perspectiva apresenta uma diferença sutil ou relação de paralaxe entre os objetos a diferentes distâncias.

 

COMBINAÇÃO DAS IMAGENS

Na fotografia estereoscópica tradicional, as duas imagens seriam armazenadas separadamente. Na FinePix W1, elas são mescladas em uma única imagem tridimensional, que usa a correção de paralaxe para alinhar as imagens gêmeas.

 

EXIBIÇÃO DAS IMAGENS

Você precisa de um meio especial de exibição para criar o efeito de 3D. Isso pode ser obtido com um display lenticular, que entrelaça ambas as imagens e usa lentes ou barreiras de paralaxe para garantir que o olho esquerdo veja apenas a imagem da esquerda e o olho direito, apenas a da direita.

Faça você mesmo!

A “visualização livre” é o tipo mais difícil de 3D, mas você pode experimentá-lo sem nenhum equipamento especial e usando a sua própria câmera. O segredo está na maneira como você visualiza as imagens, que vem explicado abaixo. Primeiro, entretanto, é preciso fazer as fotos. Basta tirar uma foto, mover a câmera alguns centímetros para o lado e tirar outra. É melhor usar um tripé, mas caso não possa, tente manter o enquadramento de ambas as fotos tão similar quanto possível. Imprima as duas imagens lado a lado. É necessário desenvolver a técnica correta para enxergar o efeito 3D:

A Eis as duas imagens lado a lado como você as vê normalmente (a propósito, o que mostramos aqui é apenas uma ilustração e, embora você possa praticar com estas fotos, elas não mostrarão um efeito 3D).

B  Olhe para estas imagens, mas focalize os olhos deliberadamente “atrás” delas, no infinito. isso criará duas imagens “fantasma” adicionais. Mas, controlando o foco de seus olhos, você poderá sobrepor as duas imagens “fantasma” centrais. afaste a revista um pouco para facilitar.

C Você precisa relaxar e permitir que a imagem central sobreposta entre em foco “sozinha”; não adianta tentar “forçá-la”. Se tudo der certo, a imagem central assumirá uma impressionante aparência tridimensional.