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André Roberto de Souza Sanchez

Eu, como bom nikonzeiro, não podia deixar de postar esse artigo.

Nikon anunciou nesta quinta-feira (14) que apenas 14 meses depois de alcançar a marca de 60 mihões de objetivas Nikkor produzidas, chegou à marca de 70 milhões de unidades fabricadas sob a marca Nikkor. Outra marca também atingida foi a da objetiva nº 30 milhões equipada com SWM (Silent Wave Motor – motor de onda silenciosa).

Sem se acomodar, a Nikon não parou de desenvolver novos modelos desde que chegou à marca de 65 milhões de exemplares de Nikkor, em outubro do ano passado e lançou de lá para cá quatro modelos de objetivas para sua linha de câmeras mirrorless Nikon 1 (J1 e V1) e ainda objetivas compatíveis com câmeras FX, como as topsNikon D4, D800 e D800e. Já seu sistema de foco silencioso e suave SWM, criado pela própria Nikon, é incorporado a 90% das objetivas criadas atualmente. Uma das primeiras objetivas a ter o sistema foi a Ai AF-S Nikkor 300mm f/2.8D IF-ED, lançada em 1996, e desde então este tipo de motor já foi posto em 58 objetivas de diferentes tipos – de ultra grande-angular a superteles, para formatos DX e FX, lentes zoom e também modelos Micro.

AF S DX NIKKOR 18 300 mm f3.5 5.6G ED VR Produção de objetivas Nikkor chega  às 70 milhões de unidades e lança duas novas objetivas

AF-S DX NIKKOR 18-300 mm f/3.5-5.6G ED VR

Junto com as comemorações, uma boa notícia para os nikonzeiros. Aliás, uma dupla notícia: a Nikon anunciou duas novas objetivas, sendo elas a AF-S Nikkor 24–85mm f/3.5–4.5G ED VR e a AF-S DX Nikkor 18-300mm f/3.5-5.6G ED VR – a primeira voltada para câmeras FX; a segunda para DX. Sobre a primeira, o diretor de produtos na Nikon Europe, Zurab Kiknadze, disse:

A ideia por trás dessa objetiva foi combinar uma extensão de zoom utilizável com uma construção compacta e ainda robusta, mas sem sacrificar a qualidade de imagem que as modernas DSLRs pedem. Ela reforça a gama de objetivas zoom Nikkor de formato FX acessíveis e versáteis, e é uma escolha esperta para usuários Nikon que buscam por uma maneira prática de cobrir uma variedade de situações

AF S NIKKOR 24 85 mm f3.5 4.5G ED VR Produção de objetivas Nikkor chega  às 70 milhões de unidades e lança duas novas objetivas

AF-S NIKKOR 24-85 mm f/3.5-4.5G ED VR

Já a 18-300mm parece ser uma bela resposta aos que deseja muito zoom  com uma DSLR, e ainda dá um tapa nas marcas que já faziam objetivas maiores que 18-200mm para a Nikon e a Canon. Verdade que já existiam as soluções “oficiais” de 28-300mm, mas como em câmeras com fator de corte (no caso das Nikon, as DX) ter 18mm é muito mais interessante que ter 28mm como menor distância focal. Só que os amadores que a pegarão não serão bem os que sonham com câmeras bridge, já que ela custa “meros” 1000 dólares e ainda pesa basicamente o mesmo que uma 28-300mm da mesma marca, o que nào é bem um elogio: 810g. Qualidade pesa!

(agradecimentos a Francisco Cribari)

fontes:
PhotographyBlog.com
blog I am Nikon

André Sanchez

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Uma seleção fantástica de fotos de ação, bem como o nome de cada fotógrafo, por direito.

 

Muhammad Fadli

Fotografia de ação

Tim Tadder

Fotografia de ação

Rhys Logan

Fotografia de ação

Fotografia de ação

Fotografia de ação

juanjo valverde

Fotografia de ação

Andre Arment

Fotografia de ação

Tristan Shu

Fotografia de ação

Bob Patefield

Fotografia de ação

Matty Cockerell

Fotografia de ação

Fotografia de ação

CathS

Fotografia de ação

anto XIII

Fotografia de ação

Andre Arment

Fotografia de ação

auster

Fotografia de ação

Hrvoje Dombaj

Fotografia de ação

Eppo

Fotografia de ação

greekadman

Fotografia de ação

Nick Rudnicki

Fotografia de ação

Fotografia de ação

Soon Tong

Fotografia de ação

David Orias

Fotografia de ação

Andres (senor_kasper)

Fotografia de ação

Jörg Hubrich

Fotografia de ação

oochappan

Fotografia de ação

Philip Sun

Fotografia de ação

Sion Fullana

Fotografia de ação

arturii

Fotografia de ação

Ziko

Fotografia de ação

Philipp Hilpert

Fotografia de ação

KoPi

Fotografia de ação

Sergiu Sechel

Fotografia de ação

jappie

Fotografia de ação

Fonte: FotografiaDigitalBrasil

André Sanchez

1900 – Willian Henry Jackson (1843-1942), norte-americano, no fim do século XIX e início do século XX, faz algo mais do que gravar um acontecimento, usa as suas fotografias para persuadir e convencer. Fotografias do oeste americano, da área de Yellowstone e ajudam a persuadir o Congresso a estabelecer o Parque Nacional de Yellowstone. Nesta época, o tempo de exposição é de 1/50 segundos.

1904 – London Daily Mirror é o primeiro jornal a ser ilustrado exclusivamente com fotografias.

1906 – É comercializado o filme pancromático, sensível à luz laranja.

1906 – Os irmãos August e Louis Lumière, apresentam os primeiros filmes para revelação a cores (autochrome), que já não precisavam de uma tripla exposição (não era necessário se bater 3 diferentes chapas da mesma fotografia) através de uma câmara especial.

1920 – Paul Martin, inglês, esconde uma câmara (graças aos avanços tecnológicos dos filmes e das câmaras) numa maleta, e pela primeira vez tira fotografias de pessoas sem que percebam. O resultado é uma naturalidade desconhecida, pois antes as pessoas eram formais.

1925 – Usam-se partículas de magnésio para a iluminação artificial. O resultado deste primitivo Flash é um raio de luz brilhante e uma fumaça ácida. Surge também a famosa Leica, máquina excelente e precursora de todas as câmaras de 35mm.

1928 – Stefan Lorant, através do jornal alemão Berliner Ilustrierte Zeitung, cria o fotojornalismo moderno, sem poses formais.

Surge também a famosa Rolleiflex TLR (reflex de objectivas gémeas), projectada por Franke e Heidecke.

1930 – Stefan Lorant, quando redactor-chefe do Münchener Ilustrierte Presse, cria o “enunciado”, “tratado” de que a câmara deve ser usada como um caderno de notas de um repórter, registando os acontecimentos onde eles ocorram, sem os deter para arrumar a fotografia, sem fazer as conhecidas “poses”.

1930 – Dois norte-americanos, fazem fotografias para expor problemas sociais:

  • Jacob Riis (1849-1914), jornalista, usa fotografias para ilustrar histórias sobre as favelas da cidade de Nova Iorque;
  • Lewis Hine (1874-1940), sociólogo, fotografa a chegada de imigrantes, o trabalho infantil em fábricas mal iluminadas e em minas de carvão. Este trabalho levou à aprovação de leis proibindo o trabalho de menores. Veicular notícias por meio de fotografias, usualmente com a ajuda de uma explicação escrita ou oral, constitui, a partir desta época, um dos mais importantes meios de comunicação ao alcance do homem. Os assuntos que predominam nas manchetes dos periódicos são os assassinatos e os escândalos.

1930 – Henry Cartier-Bresson foi o fotógrafo que obteve maior sucesso. Cartier utiliza uma câmara em miniatura para captar “momentos decisivos” na vida das pessoas. O seu sucesso no registo de acontecimentos e emoções fugazes influenciou enormemente não só o fotojornalismo, como também introduziu um novo conceito na fotografia artística. A partir de 1930, na Europa e nos Estados Unidos, os críticos especializados consideram três as tendências em fotografia:

  1. Utilização de grandes câmaras e amplos negativos, com obtenção de cópias ricas em gradações tonais, interpretando de modo mais vivido a realidade;
  2. Exploração de novos aperfeiçoamentos tecnológicos para fixar o instante mais fugaz e os aspectos mais inusitados e insuspeitados da realidade;
  3. Invenção de formas abstractas com a existência estática própria.

“Para mim a fotografia consiste num reconhecimento imediato no curso de uma fracção de segundo, tanto o sentido do acontecimento quanto da exacta organização dos volumes que combinarão, expressivamente, o significado da cena. Creio que seja no movimento da vida que a descoberta de si mesmo se efectua, ao passo que se dá a abertura para este mundo envolvente que nos pode modelar, mas que pode igualmente ser influenciado pela nossa personalidade. Trata-se de estabelecer o equilíbrio entre estes dois mundos. É nessa constante interacção que esses mundos acabam por se fundir num mundo novo. É nesse mundo que devemos comunicar” Henry Cartier-Bresson.

1930 – Aparecem os primeiros flashes fotográficos. Nesta época, as câmaras alcançavam a velocidade de 1/100 seg.

1935 – A Kodak lança o primeiro cromo colorido – Kodachrome.

1936 – A Agfa lança o Agfacolor – um distinto sistema de cores para um cromo colorido.

1941 – A Kodak lança o primeiro negativo colorido – Kodacolor.

1939 a 1945 – A Segunda Guerra Mundial, muitos são os avanços na área da fotografia, desde o desenho de novas lentes até o intercâmbio de lentes.

1947 – Surge a câmara de fotografias instantânea, A Polaroid, baseada num processo desenvolvido pelo físico americano Edwin H. Land.

1949 – Surge o Polaroid em preto e branco.

1963 – Surgem o Polaroid em cores e a “Instamatic” de cartucho 126.

Fonte: Fotografia-DG (Diogo Guerreiro)

André Sanchez

1826 – Joseph Nicéphore Niépce, no início do século XIX, trabalha com litografia. Pesquisa por dez anos substâncias que captem uma imagem numa placa metálica (cobre polido).

O negro betume branqueava quando exposto à acção da luz solar por aproximadamente 8 horas. A parte do betume agora branco não era mais solúvel em essência de Alfazema. Sabendo disto, cobria a placa com betume da Judéia, expunham-na à luz de uma projecção da câmera escura e submetia esta placa a um banho de essência de alfazema. Na sequência, espalhava ácido sobre a placa, o qual corrói os lugares desprotegidos. Finalmente, removia o restante do betume e tinha uma imagem gravada em baixo relevo na placa metálica. Niépce havia criado o que hoje se chama de Heliografia.

Com uma câmara escura construída pelo óptico francês Chevalier e uma dessas placas, Niépce, conseguiu a imagem dos telhados, vistos pela janela do sótão da sua casa de campo, na França. Através dos irmãos Chevalier, famosos ópticos em Paris, Niépce conhece outro entusiasta da procura por obter imagens através de um processo químico, Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), pintor francês, inventor do diagrama, um tetro de efeitos a base de luz de velas. Espectáculo de enormes painéis translúcidos e coloridos, com fusão e tridimensionalidade. Parecido com o milenar teatro de sombras chinês.

1829 – após contactos por correspondência, firmam uma sociedade com propósito de aperfeiçoar a heliografia. A sociedade não prospera e após a morte de Niépce, em 1833, Daguerre continua o trabalho, substituindo o betume da Judéia por prata halógena.

1835 – Daguerre descobre que uma imagem quase invisível, latente, pode ser revelada com vapor de mercúrio, reduzindo assim de horas para minutos o tempo de exposição – diz a lenda que Daguerre guardou uma placa sob exposta dentro de um armário, onde havia guardado um termómetro de mercúrio partido. Ao amanhecer, Daguerre constatou que havia uma imagem visível e de intensidade satisfatória na placa. Nas áreas atingidas pela luz havia a fundição criada pelo mercúrio, formando as áreas claras da imagem.

1839 sete de Janeiro – Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), divulga o processo de Daguerreotipia e, em 19 de Agosto , a Academia de Ciências de Paris, divulga ao público. Surge a primeira forma popular defotografia. O tempo de exposição é em torno de 4 mil segundos.

Daguerre vende a sua ideia ao governo Francês por uma pensão vitalícia de 6 mil francos. Dias antes, Daguerre, requer a patente do seu invento na Inglaterra. O invento toma conta dos centros urbanos, vários pintores acusam a fotografia de matar a pintura. Mas foi através dessa adaptação cultural, que nasce o impressionismo e o dadaísmo (a arte pela arte).

1840 – Sir Charles Wheatstone, inglês, cria uma engenhoca denominada visor estereoscópio, para visualizar fotografias em 3D. Neste mesmo ano, Daguerre aprimora o seu invento e lança o Daguerrótipo brometizado, reduzindo o tempo de exposição para aproximadamente 80 segundos. Willian Henry Fox Talbot, na Inglaterra, lança um processo denominado Calótipo. Um processo semelhante aos anteriores mas, quando exposta a luz, produz um negativo e através da técnica de contacto obtém-se o positivo. Com base numa folha de papel impregnada de nitrato e cloreto de prata (algumas vezes é usado o iodeto de potássio), depois de seca, é feito o contacto com objectos e obtém uma silhueta escura. Fixada, posteriormente, com amoníaco ou solução concentrada de sal. É tido como o primeiro processo prático para a produção de um número indeterminado de cópias a partir do negativo original.

1844 – O primeiro livro ilustrado com fotografias, The Pencil of Nature, é publicado por Talbot e editado em seis volumes, com vinte e quatro talbotipos contendo a explicação de seu trabalho e estabelecendo padrões de qualidade. O problema da técnica é que o suporte do negativo é papel e na passagem para o positivo perdiam-se detalhes.

1847 – Abel Niépce, primo de Nicéphore Niépce, desenvolve o processo da albumina que utiliza uma placa de vidro coberta com clara de ovo, sensibilizada com iodeto de potássio e nitrato de prata. Revelada com ácido gálico e fixada a base de tiosulfato de sódio. A albumina, é mais preciosa em detalhes e o tempo de exposição é de 15 minutos.

1850 – Nesta época, era moda, sinónimo de status, ter uma imagem gravada em miniaturas, como colares, anéis, relógios, etc.

1851 – Morre Daguerre. Frederick Scott Archer, escultor inglês, inventa o processo de colódio húmido (uma mistura de algodão, pólvora, álcool e éter – usado como veículo para unir sais de prata as placas de vidro) menos dispendioso que os anteriores e o resultado eram de óptima qualidade. A placa é exposta ainda húmida na câmara escura e o tempo de exposição é de 30 segundos. Este processo é dez vezes mais sensível que a albumina.

Neste período, com a simplificação do processo fotográfico, algumas pessoas começam a questionar a única função da fotografia: retratista. A partir desta fase, aparecem os trabalhos mais criativos.

1855 – Roger Fenton (1819-1869) faz as primeiras fotografias de guerra, quando cobriu a guerra da Criméia para um jornal inglês.

1855 – Aparecem algumas fotografias pintadas a mão, o que dá um toque de realismo e tenta comparar a fotografia às pinturas.

1858 – Gaspard Félix Tournachon (1820-1910) foi um dos primeiros fotógrafos a usar a câmara criativamente, ou seja, como algo diferente da função retratista. Acentuava as poses e os gestos das pessoas que fotografava querendo mostrar o carácter da pessoa. Em paris, tirou as primeiras fotografias aéreas, abordo de um balão, em 1858 e foi responsável, também, pelas primeiras fotografias subterrâneas, nas catacumbas de Paris, utilizando pela primeira vez a luz eléctrica e manequins substituindo as pessoas, devido a excessivo tempo de exposição.

1865 – Julia M. Cameron (1815-1879) a mais notável retratista inglesa do século passado. Utilizava de maneira muito criativa a luz. Fotografou pessoas famosas, como: Charles Darwin, Sir John Herschel cientista amigo de Talbot, responsável pelos termos positivo e negativo; na Europa é também conhecido como o criador do termo “fotografia”.

1871 – Richard Leach Maddox, médico inglês, fixa o brometo de prata numa suspensão gelatinosa, criando assim o processo de chapas secas. O processo que substitui o colódio húmido é publicado no British Journal of Photograph, em Setembro. De início o processo tem a desvantagem de ser mais lento, mas logo é aperfeiçoado e cria-se a placa seca de gelatina e com produção industrial. A partir de então foi possível fotografar o movimento (tempo de exposição: 1/2 segundo) e o design das câmaras é aprimorado, ou seja, ficam menores, mais leves e mais próximas ainda das pessoas.

1873 – Surgem os banhos coloridos com uso de corantes (tipo banho sépia ou azul) e aumenta-se a sensibilidade às cores, banhando-se a emulsão fotografiassensível em anilina, criando o filme ortocromático.

1884 – George Eastman, lança o filme em rolo com vinte e quatro chapas, com base de papel e gelatina. Em 1886, a Eastman Dry Plate Company, passa a chamar-se Kodak.

1888 – A grande novidade: a câmara Kodak, com o slogan: Aperte o botão que nós fazemos o resto. O cliente compra a câmara, por 25 dólares, com 100 chapas, mais tarde devolve à fábrica que então revela as fotografias e retorna o filme revelado, a câmara e mais um rolo de 100 chapas.

1889 – Henry M. Reichenbach químico da Kodak, produz o negativo à base de celulóide e gelatina. Graças à febre da função retratista, muitos retratos de pessoas célebres são ligados ao futuro, como foi o caso de Baudelaire e da menina Alice Liddell, que inspirou o reverendo Lewis Carrol a escrever “Alice no país das maravilhas”. Nesta época, o tempo de exposição já alcançava a fracção de 1/10 segundos.

Fonte: Fotografia-DG (Diogo Guerreiro)

André Sanchez

1100 – Abu-Ali al Hasan (965-1034), astrónomo e óptico árabe, na obra que publica, descreve a ideia da formação de imagens, através da utilização dos primitivos conceitos de câmara escura (muito próximo do que os seus sucessores, séculos a frente, chamariam de correcto).

1267 – Roger Bacon (1214-1294), filósofo inglês, utiliza o método da câmara escura para observar eclipses solares, sem danificar os olhos.

1500 – Robert Boyle observa que o cloreto de prata fica preto quando exposto à luz, mas interpreta que este fato acontece pela acção do ar (ao invés da acção da luz).

1520 – Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano, deixa a descrição mais completa do período pré-industrial do processo de aparecimento de uma imagem invertida numa “câmara escura”, no seu livro de notas sobre os espelhos, que é publicado em 1797.

“A imagem de um objecto iluminado pelo sol penetra num compartimento escuro através de um orifício. Se colocarmos um papel branco do lado de dentro do compartimento, a uma certa distância do orifício, veremos sobre o papel a imagem com as suas próprias cores, porém invertidas, devido à intersecção dos raios solares”.

A câmara escura, na época, passou a ser um importante método auxiliar utilizada por pintores e projectistas. Uma folha de papel ficava presa à parede onde a imagem era projectada ao contrário e o artista a “fixava” desenhando os seus contornos.

1526 – Fabrício, alquimista da idade média, relata que o composto cloreto de prata enegrecia quando exposto à luz.

1545 – Reiner Gemma Frisius, físico e matemático holandês, faz a primeira ilustração do processo da câmara escura.

1553 – Giambatista Baptista della Porta (1541-1615), físico italiano, mesmo indo contra os interesses da igreja, aperfeiçoou o desenho da câmara escura, no seu livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalim.

1558 – Geronomo (Girolano) Cardano, físico italiano, soluciona o problema de nitidez da imagem ao sugerir o uso de lentes biconvexas junto ao orifício da câmara escura.

1558 – Danielo Barbaro, também, menciona no seu livro “A pratica da Perspectiva”, que variando o diâmetro do orifício, é possível melhorar a imagem.

1580 – Friedrich Risner descreve uma câmara portátil, mas a publicação só é feita após a sua morte na obra Optics de 1606.

1604 – Ângelo Sala, cientista italiano, observa que um composto químico a base de prata escurecia quando exposto ao Sol.

1620 – Johann Kepler, durante uma viagem pela Alta Áustria, utiliza uma tenda para desenhos topográficos, utilizando uma lente e um espelho, para obter uma imagem sobre um tabuleiro de desenho no interior da câmara.

1676 – Johann Chirstph, professor de matemática da Universidade alemã de Altdorf, na sua obra Collegium Experimentale sive curiosum, descreve e ilustra uma câmara escura que utiliza interiormente um espelho a 45° que reflecte a luz, vinda da lente, para um pergaminho azeitado, colocado horizontalmente. Desta forma, cria o primeiro aparelho portátil de câmara escura. O grande quarto, com espaço para um homem trabalhar transforma-se numa pequena caixa. Quase duzentos anos depois do Fabrício, o alquimista, ainda acreditava que a prata ficava preta por estar velha.

1727 – Johann Heirich Schulze, professor de anatomia de Altdorf, descobre e comprova que o fenómeno do enegrecimento da prata se deve a incidência da luz.

1777 – Karl Wilhem Scheele, químico sueco, estudou a reacção do Cloreto de Prata, as diversas radiações do espectro e sugere o uso de amoníaco como fixador.

1780 – Charles, físico francês, com base nas experiências anteriores, projectava objectos sobre uma folha de papel impregnada de cloreto de prata (algo muito semelhante a uma técnica básica utilizada até hoje em trabalhos artísticos – FOTOGRAMA).

1790 – Thomas Wedgood, obtém grande sucesso na captação de imagens, sobre um pedaço de couro branco, mas os traços não sobrevivem. Nesta época, ele não conhece uma técnica eficiente para fixar a imagem.

Fonte: Fotografia-DG (Diogo Guerreiro)

André Sanchez

A primeira pessoa no mundo a tirar uma verdadeira fotografia (se a definirmos como uma imagem inalterável, produzida pela acção directa da luz) foi Joseph Nicéphore Niepce, em 1826.

Ele conseguiu reproduzir, após dez anos de experiências, a vista descortinada da janela do sótão da sua casa, em Chalons-sur-Saône.

Por volta de 1822, Niepce já trabalhara com um verniz de alfalto (betume da Judéia), aplicado sobre vidro, além de uma mistura de óleos destinada a fixar a imagem. Com esses materiais, obteve a fotografia das construções vistas da janela da sua sala de trabalho após uma exposição de oito horas. Contudo aquele sistema heliográfico era inadequado para a fotografia comum, e a descoberta decisiva seria feita por um cavalheiro muito mais cosmopolita: Louis Daguerre.

Louis Daguerre Início da fotografia (1826)   Parte 1

Ela ocorreu em 1835, quando Daguerre apanhou uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, e que apesar de exposta não apresentara sequer vestígios de uma imagem, e guardou-a, displicentemente, em um armário. Ao abri-lo, no dia seguinte, porém, encontrou sobre ela uma imagem revelada. Criou-se uma lenda em torno da origem do misterioso agente revelador (o vapor de mercúrio), sendo atribuído a um termómetro partido. Entretanto, é mais provável que Daguerre tenha perdido mais algum tempo a investigar o elemento vital, recorrendo a um sistema de eliminação. Em1837, ele já havia descoberto esse processo, no qual usava chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo e revelava a imagem latente, expondo-a à acção do mercúrio aquecido. Para tornar a imagem inalterável, bastava simplesmente submergi-la em uma solução de aquecida de sal de cozinha.

Pode-se perceber que a fotografia não é descoberta de um único homem. Muitas experiências de alquimistas, físicos e químicos sobre a acção da luz, foram de extrema relevância no contexto da fixação de imagens. As descobertas envolveram-se no mundo do domínio da fotoquímica.

A história da fotografia está, portanto, directamente ligada ao estudo da luz e dos fenómenos ópticos.

Ainda na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) constata que raios de luz solar, durante um eclipse parcial, atravessando um pequeno orifício, projectam na parede de um quarto escuro, a imagem do exterior. Este método primitivo de produzir imagens recebe o nome de câmara escura, usada pela primeira vez com utilidade prática pelos árabes, no século XI, para observar os eclipses.

Nesta primitiva câmara, encontram-se os princípios básicos da câmera fotográfica.

Fonte: Fotografia-DG (Diogo Guerreiro)

André Sanchez