Designer X Diretor de Arte

A cena tem sido cada vez mais comum, em diversas agências dos mais variados tamanhos:

Com a popularização deste curso de graduação em territórios tupiniquins, crescente é o numero de profissionais de design que tem desembarcado todos os dias em departamentos de criação, quebrando um cenário que até então era apenas constituído em sua grande maioria por profissionais de publicidade.

Muita das vezes, estes profissionais são confundidos com diretores de arte, ou entram nos departamentos para ocupar esta função. O que teoricamente seria um equivoco. Obviamente , que designers (claro que estamos falando dos que tem especialização em design gráfico ou produção gráfica) tem os ” skils” necessários para atuar como tal. Conhecimentos de conceitos estéticos e softwares de criação, por exemplo, fazem (ou pelo menos deveriam) fazer parte da formação deste profissional criativo. Mas é sempre importante lembrar que as escolas que formam diretores de arte e as escolas que formam profissionais de design pouco se parecem. Principalmente no que diz respeito a forma de “ingerir, conceber e desenvolver” o briefing nosso de cada dia,

Enquanto diretores de arte por serem muito preocupados com venda e a velocidade do processo criativo, norteiam seus jobs com referencias em ações de cunho mais “varejista” como: estratégias de venda, pesquisa em concorrentes, praticas de venda do mercado em que o produto faz parte e etc.
Já o designer, com um compromisso muito maior com os valores e conceitos da marca, em sua grande maioria promove trabalhos com um nível maior de discernimento intelectual, o que é importantíssimo para a história gráfica de uma marca, mas em grande maioria, foge do insano e dantesco ritmo de trabalho do mercado publicitário.

Claro, não queremos dizer com isso, que trabalhos funcionais mercadologicamente não podem ser realizados por um designer, nem mesmo que peças de maior enredo visual não possam ser concebidas por um diretor de arte. Temos no mercado, nas diversas publicações de nosso segmento, grandes exemplos das duas situações. Mas é importante que as agências e os diretores de criação se atentem bem na hora de adquirir um profissional para o seu elenco.

A história diz que grandes times, sejam eles de qualquer área, são formados por pessoas que se diferem, mas que se completam ao se enquadrarem em suas posições corretas.

E a dica é que o profissional de design, ao adentrar as portas de uma agência, se prepare para entrar em um ritmo acelerado de criação, bem diferente do que ele ouvia nas escolas, e claro comer muita pizza, porque o Job é pra ontem.

Fonte: http://vitaminapublicitaria.com.br/

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