Personalidade e estilo próprio fundem-se a pinceladas do Photoshop

A história por traz de Lambuja!

Publicado originalmente na edição número 42 da revista Photoshop Creative.

Pedro Henrique, mais conhecido no meio digital como Lambuja, é daqueles artistas que prezam pelo hiper-realismo em suas ilustrações, porém, sempre deixam um rastro de estilização.

Assim como muitos profissionais, já rodou pela publicidade e design, passando por vários setores até descobrir sua vocação definitiva para a ilustração. Atualmente, é bem conhecido por suas artes eróticas e cheias de personalidade, mas atua também como ilustrador profissional para a grande mídia digital.

Conheça um pouco mais deste artista, que se define como um “ilustrador em formação e marinheiro condecorado. Amante psicótico e profundo conhecedor de moluscos de jardim. Ladrão de isqueiros confesso.”

Quando você se convenceu de que era, de fato, um ilustrador profissional? Seu início de carreira foi muito difícil?

 

Na verdade eu só virei “ilustrador profissional” há dois anos, quando entrei para equipe de infografia do IG. Antes disso, trabalhei como decorador de festa (risos), animador 2D, webmaster (termo que nem deve existir mais), arte finalizador de vídeos corporativos e com mídia de ponto de venda. A vida sempre me empurrou pra isso porque sempre foi o que sei fazer melhor, mas tudo foi por um acaso.

Em seu portfólio há muitas ilustrações eróticas. Você quer se especializar neste nicho?

 

Não sei se posso dizer isso. A questão é que sempre gostei de desenhar mulher pelada e sacanagem, mas gostaria muito de ser reconhecido no mercado por conta das minhas ilustrações eróticas, sim, de ser procurado para trabalhos deste nicho. Acho que isso pode estar acontecendo neste momento.

E como o mercado editorial têm visto seus trabalhos eróticos?

Não sei, melhor perguntar pra ele [risos]. Mas acredito que exista um mercado latente e que a coisa vá crescer. O mundo está mais careta do que nunca, mas existem muitas revistas em que a temática sexual é o carro-chefe. E quando é assim, um desenho pode funcionar muito melhor do que uma foto para ilustrar uma matéria. Fica mais elegante, e os personagens envolvidos não precisam mostrar a cara.

Você faz diversos trabalhos para a banda Tokyo Savannah. O rock ‘n’ roll influencia seu estilo? Que tipo de música te inspira?

Rock ‘n’ roll, sem dúvida. Eu sempre quis fazer trabalhos pra bandas, mas nunca tinha me deparado com tão boa oportunidade até conhecer os caras do Savannah, rock ‘n’ roll sincero. Gosto muito do som e da estética da coisa toda. Tenho liberdade criativa e a total confiança deles.

Você tem algum trabalho favorito? Por quê?

O meu último, do pai do Popeye, simplesmente porque é o ultimo que fiz e o personagem é demais. Gosto de coisas que tenham a ver com o mar. E tem a capa do disco do Tokyo Savannah, que é o meu desenho que mais rodou o mundo e tem uma força que eu não sei dizer de onde veio.

Há algum artista que continua te inspirando?

Eu sempre tento montar listas desse tipo, mas é muito difícil. A cada semana descubro uma porção de novos nomes e trabalhos inspiradores. Hoje eu diria o Esao Andrews, o Shiko (derbyblue), Mathiole – de BH –, o Echepare – de Porto Alegre –, e o Will Murai, que trabalha comigo aqui no IG, que pude observar, e de tão generoso, me rendeu um baita upgrade no meu trabalho.

Dicas para futuros ilustradores

  • Parece óbvio, mas antes de ser um bom ilustrador, você tem que ser um bom desenhista.
  • Não viaje nessa história de “Enfant Terrible”. Pense que a cada dia você vai aprender um pouco mais e que o teu apogeu tem que se dar quando você for um sujeito maduro. Grande coisa ser um ás do Photoshop sem nada pra dizer.
  • Estude design pra exercitar o bom gosto (ou seja feliz sendo cafona, como eu).
  • Tenha um bom número de brushes para texturizações e aprenda a criar novos de acordo com a necessidade.
  • Sempre trabalhe com o arquivo grande, o maior possível, pra poder trabalhar com folga nos detalhes e para que renda um bom print.
  • Aprenda a usar SmartObjects.
  • Estude iluminação, a física toda, os preceitos da fotografia. Mesmo se for pra subverter tudo.
  • Tenha sempre um bom inimigo por perto pra te fazer críticas destruidoras e sinceras.
  • Tenha sempre um bom amigo por perto pra te fazer críticas construtivas e sinceras.
  • Acredite no rock ‘n’ roll e tenha bom-senso.
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