Freelance vs Emprego fixo

Muitos de nós questionamos essa prática: será que o freelancing faz bem ao mercado? Será que atrasa o desenvolvimento do design no Brasil? Vamos analisar os pontos positivos e negativos da vida do freelancer.

 

O que é freelancing? É quando o designer (ou webdesigner, ou programador, etc) presta serviços como profissional autônomo. Ou seja, é dono do seu próprio nariz.

Pontos positivos:

– Freelancer não paga imposto. Não tendo renda fixa comprovada, tecnicamente ele pode se isentar. Mas não vá direto aos comentários me chingar. Não ainda, pelo menos.

– Horários livres. A beleza do freelancer é que ele trabalha a hora que quiser. Não precisa acordar 6 da manhã, e trabalhar sem parar até as 6 da tarde.

– Corte de custo em viagens. Viagens, aos quais me refiro, são as comutas da sua casa até o local de trabalho. Isso levando em consideração que muitos designers trabalham em casa.

– Não têm dor de cabeça ao ter seu próprio escritório. Meu chefe passado me deu uma dica preciosa certa vez: “Se for abrir um escritório de design, não faça-o”. São impostos, custos de aluguel, custos de manutenção para software e hardware, empregados, impostos dos empregados, benefícios, infra-estrutura, etc.

– Liberdade de ir e vir. Você pode trabalhar para um cliente em um dia, e no outro estar trabalhando para seu concorrente. São raras as empresas que ditam as regras ao freelancer, geralmente este sendo o responsável por formular um contrato – e que tipo de pessoa que não formularia um contrato que visa beneficiar a si próprio?

– Você define seu salário. Não há nada melhor do que poder ir gradativamente aumentando seu custo de hora para filtrar os clientes, especialmente quando você vive ocupado. E não pagando imposto, você fica com 100% do seu dinheiro.

– Não é necessário gastar tempo correndo atrás de emprego. Estou assumindo que você têm clientes já, e que conseguir outros não será difícil devido a sua gama de contatos. Acho que é mais fácil conseguir clientes do que conseguir emprego hoje em dia.

Pontos negativos:

– Freelancer não paga imposto. É, isso também é um ponto negativo. Por quê? Oras, pagando o imposto você ajuda a sua cidade, seu estado e seu país a crescerem. Ok, talvez você acredite que já paga imposto demais em produtos do dia-a-dia. Mas veja bem, imposto [teoréticamente] serve para beneficiar a nós mesmos. Além disso, o governo ao ver que têm muito designer por aí pagando imposto, quem sabe se não decidem regulamentar de vez nossa profissão?

– Local inadequado ao trabalho. Muitos têm a auto-disciplina necessária, como um quarto especialmente pro trabalho em sua casa, onde o freelancer pode passar o dia e não ser incomodado por nenhum outro membro da família, mas a grande maioria ainda têm um computador dentro de seu próprio quarto e têm a família pestanejando no seu ouvido coisas do tipo “por que você não arranja um emprego?”.

– Não têm benefícios. Imagine se você acaba quebrando sua mão? Sendo freelancer, você não têm direito a benefícios que uma empresa e o governo podem te oferecer. Ok, se você tiver seguro é uma preocupação a menos. Mas e se você perder a sua mão?

– Não têm carteira assinada. Quem não trabalhou com carteira assinada não pode recolher o dinheiro do benefício de aposentado. Talvez você não se preocupe com isso agora, mas nunca se sabe o que o futuro pode oferecer.

– Não têm renda comprovada. Sem renda comprovada, você não pode alugar uma casa ou até mesmo financiar um veículo (na maioria dos casos).

– Você pode ficar um tempo sem dinheiro. Enquanto que um emprego fixo significa salário fixo, um trabalho freelancer diz logo o contrário. Não é raro aparecer aquele mês onde não aparece um cliente sequer. E lá vai você, suar para conseguir pagar todas as contas e sobreviver até o próximo cliente aparecer.

– Você estimula outros a seguirem os seus passos. Isso inclui micreiros. Fato: designer concorre com um monte de gente despreparada que acreditam que ao saber como mexer no Photoshop já sabe design. Ao virar freelancer, você acaba concorrendo diretamente com esse tipo de gente. Por quê? Oras, cliente de freelancer nem sempre está interessado no produto final, e sim no custo que terá no seu bolso. Micreiro não gastou dinheiro com faculdade, não gastou dinheiro com toneladas de livros, não gastou dinheiro fazendo testes, criando projetos, etc. Ou seja, cada centavo ganho é um centavo ganho.

A discussão vai mais longe que isso, sem dúvida. Freelancing têm seus pontos fortes e fracos, tal como um emprego também têm. Vai de cada um escolher o que quer fazer. Não apoio nem condeno nenhum dos dois tipos. Admito, sou freelancer agora. Mas quero ter um emprego fixo bom, em um escritório legal, pra trabalhar diretamente com outras pessoas.

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