Pelo meio ambiente, montadoras apostam em design futurista. (Kayê Josefik) [26]

O Salão de Detroit, que termina no domingo, deu um show em apresentações de verdadeiras obras de arte futuristas. Filhos do túnel de vento, os carros-conceito apresentaram linhas antes só imaginadas nas mentes de ficcionistas. São elas que também vão quebrar a resistência do ar e economizar combustível. Fluidas, elegantes e sofisticadas são as linhas – muito mais que a fonte energética – que já vão abrindo o caminho entre o passado e o futuro, o velho e o novo. Mesmo nos esportivos da escola americana dos “muscle cars”, os desenhistas parecem ter passado uma lixa nos ângulos antigos e retos. Muita coisa nova não deve demorar mais do que três anos para estar nas ruas dos Estados Unidos, potência que não aprecia só a força e as grandes formas, mas também valoriza – e muito – o bom gosto e o estilo. “É inegável a evolução do design dos produtos vendidos nos Estados Unidos”, afirmou Rick Wagoner, presidente mundial da General Motors. Ele afirmou que o desafio da empresa é desenvolver carros cada vez mais afinados com o gosto do consumidor, além de encontrar tecnologias limpas e de menor custo que o combustível fóssil. Com suas ruas e estradas preparadas para os carros há cerca de cem anos, é nos EUA que as coisas acontecem na frente, resultado da força de seu mercado de cerca de 16 milhões de novas unidades por ano. Com o preço do combustível cada dia mais caro, os norte-americanos, assim como o resto do mundo, anseiam por novidades. De preferência as tecnologias que os ajudem a reduzir a parte do salário utilizada para pagar os grandes fornecedores de petróleo. Foram os japoneses que mais atraíram a atenção do público com suas máquinas anti-gravidade. O Furai (“som do vento”) – protótipo de competição com um motor rotativo Renesis de 456 cavalos – apresentou novos conceitos da Mazda.O principal deles foi o farol dividido em lâminas. O conceito também aposta em combustível ecologicamente correto, ao ter a possibilidade de ser abastecido 100% a etanol – tecnologia conhecida como E100. Outro modelo de nome estranho da Mazda foi o Taiki, compacto híbrido 2+2 lançado no Salão de Tóquio, com soluções interessantes como o túnel do eixo traseiro integrado à aerodinâmica. A Lincoln levou o MKT Concept, no qual chama a atenção o visual retrô-futurista. No estande da Lexus, uma plataforma giratória exibia o Lexus LF-A Roadster. Feito em fibra de carbono e placas de alumínio, o motor V10 com 5.0 litros e 507 cavalos de potência empurra o carro com força descomunal.O veículo chega a 320 quilômetros por hora e, para garantir a estabilidade nessa velocidade, os extratores sob a carroceria na traseira obrigaram os projetistas a uma solução inusitada: três canos de escapamento agrupados no centro – como era no Batmóvel.Mesmo no conceito retrô-futurista, a impressão é que os ângulos antigos são suavizados ao máximo. Aparentemente estão lá, como no Dodge Viper, mas parece que a lixa atuou com força. O Zeo, de motor elétrico, foi outra boa surpresa.O Corvette ZR-1, o carro mais rápido exibido no salão, passou por uma lapidação. Faróis e saídas de ar agora compõem um belo quadro com os ângulos das colunas e da mala.Outro protótipo que destrói conceitos é o Honda CR-Z. Esportivo que funde linhas de um roadster, cupê e sedã, o carro é um legítimo descendente da terra do origami.A proposta do conceito futurista é também vencer a resistência atmosférica e assim, garantir prazer, ao dirigir – ainda que o protótipo só tenha sido conduzido pelos próprios engenheiros criadores da Honda.Escola que tem produzido designers com destaque mundial, o Brasil está atento aos novos estilos e conceitos. Muita coisa vem evoluindo no mercado nacional, que ainda está longe dos produtos consumidos nos países desenvolvidos. As grandes montadoras buscam apresentar dentro das características e a realidade do consumidor local – veículos que captem as tendências. Um bom exemplo recente é o Ka, da Ford. Com um centro de desenvolvimento de produtos instalados em Camaçari (BA), a montadora já aplica aqui o conceito que busca dar aparência de movimento aos seus carros mesmo quando eles estão parados.A idéia também funcionou bem no EcoSport, que conseguiu a proeza de ficar mais bonito que a versão anterior. A Ford pretende continuar sua evolução aqui com a importação do Edge, crossover que será trazido a partir de junho do Canadá.

 

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