Brincando com a Profundidade de Campo

Profundidade de Campo. Acho que todo mundo já ouviu falar disso e como ela é influenciada pela abertura do diafragma. Mas, vejo poucas pessoas se utilizando dela como um dos pontos principais na composição. Tenho que admitir que sou fascinado pelas possibilidades que podemos conseguir com um pouco de sensibilidade e uma configuração simples no equipamento.

Podemos definir a profundidade de campo como a gama de distâncias em torno do plano focal na qual há nitidez aceitável. A profundidade de campo depende dos tipos de câmeras, aberturas e distância, apesar de também ser influenciada pelo tamanho da impressão e pela distância de visualização da imagem. Ficou complicado? Então vamos a uma situação pratica. Imagine três pessoas perto de você e alinhadas em fila com uma distância de dois metros entre cada uma. Ao focar na pessoa do meio, dizemos que ela está no plano focal onde há nitidez. A pessoa que está na parte da frente e a pessoa que está na parte de trás não vão estar nítidas, pois estão fora desse plano.

Existe a possibilidade de aumentar ou diminuir a nitidez dessas pessoas que estão fora do plano de foco. O diafragma é a principal forma de controlar esse efeito. Quanto mais aberto o diafragma (números menores) mais as pessoas ficarão desfocados (pouca profundidade de campo). Quanto mais fechado o diafragma (números maiores) maior vai ser a nitidez dessas duas pessoas (maior profundidade de campo). Usar teleobjetivas também é uma maneira de perder profundidade de campo, mas pela razão de aproximação do objeto fotografado. Uma característica importante é que a perda de nitidez sempre é o dobro na parte posterior do que na parte anterior do objeto que está em foco.

Infelizmente, essa é uma relação que tem a ver com o tamanho do sensor (ou filme fotográfico) e da lente. Dessa forma, câmeras compactas possuem maior dificuldade de atingir um efeito de pouca profundidade de campo. A exceção são alguns equipamentos que no modo macro conseguem um resultado aceitável.

Mas, isso é apenas para mostrar que existem possibilidades de composição fotográfica que fogem um pouco do comum e podem render belos resultados com um pouco de observação e conhecimento das possibilidades de seu equipamento. A técnica é

facilmente assimilada, mas o olhar para descobrir os pequenos detalhes mais interessantes demora um pouco para ser desenvolvido. Lembrando que não é necessário uma lente muito clara. Com a própria lente do Kit das câmeras reflex já é possível começar a brincar. Vejam alguns exemplos abaixo.

Foto feita com a distância focal de 165mm, diafragma em f/4 e velocidade do obturador em 1/250

distância focal em 120mm, diafragma em f/5,6 e velocidade de diafragma em 1/160. Perda de profundidade de campo conseguida principalmente por conta da distância focal.

Distância focal em 65mm, abertura do diafragma em f/5 e velocidade do obturador de 1/50

Distância focal de 50mm, diafragma em f/2,5 e velocidade do obturador de 1/60

Distância focal de 50mm, diafragma em f/2,5 e velocidade do obturador em 1/60

 

 

Fonte: Gilson Lorenti

 

André Sanchez

www.andresanchez.com.br

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